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Política

Federação entre Progressitas e PL afugenta políticos do novo partido de Bolsonaro no Piauí

União verticalizada do Progressistas e PL retiraria autonomia política dos candidatos proporcionais a deputado do PL no Piauí

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Ciro Nogueira
Ciro Nogueira: federalização do Progressitas e PL pode acontecer | Foto: Agência Senado

Não foi a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL que assustou os políticos do partido no Piauí e provocou a debandata de deputados estaduais da sigla, mas a possibilidade do partido compor uma federação com o Progressitas de Ciro Nogueira.

Criada por Lei aprovada em setembro deste ano, a Federação Partidária é mais rígida do que as anteriores coligações proporcionais. E mais abrangente também. Ela acontece de forma nacional, a chamada decisão verticalizada fruto de acordos entre dirigentes de diretórios nacionais.

A fidelidade partidária é um das questões envolvidas na federalização. E é isso que assuta os políticos aliados ao governador Wellington Dias no Piauí.

A questão não é Bolsonaro, é Ciro Nogueira

Apenas a filiação de Jair Bolsonaro ao PL não seria fato suficiente para afugentar os alidados do PT no estado. Mas a possibilidade de Federação entre o Progressitas e o PL cria uma espécie de novo partido. Isolado, o presidente nacional do PL poderia, como foi acordado, liberar os deputados estaduais aliados de Wellington Dias caminharem ao seu lado em 2022, fazendo vista grossa até para o uso da imagem do e Lula em suas campanhas.

Mas caso a federalização entre os dois aconteça, eles, os aliados de Wellington Dias, seriam alvo de questionamentos quanto à fidelidade partidária pelo Progressitas com risco, inclusive, de perderem seus mandatos caso fossem eleitos.

Foi por isso que os deputados estaduais do PL, coronel Carlos Augusto e Dr. Hélio anunciaram a saída do partido. Os dois migram para o PSD, comandado no Piauí pelo deputado federal Júlio César e seu filho, o deputado estadual Georgiano Neto. Júlio César é aliado de Bolsonaro a nível nacional, mas o presidente do seu partido está longe do Planalto de Bolsonaro.

Deputado Carlos Augusto (PL) deixa partido e migra para o PSD, de Júlio César. Motivo não seria apenas a filiação de Bolsonaro, mas a possibilidade de federalização entre Progressistas e PL
Deputado Carlos Augusto deixa o PL e migra para o PSD

No Piauí, PSD, está dentro do Karnak e ocupam, com indicações cargos federais em órgãos como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Se a federação ocorrer, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, passa a ter forte influência nos rumos do PL no Piauí e deve exigir que o partido, com toda a sua estrutura – o PL tem um dos maiores fundos partidários e eleitorais do Piauí – seja canalizada para sua estratégia política.

O deputado estadual Fábio Xavier, que comanda o PL no estado vai enfrentar um longo desafio pela frente. As chapas proporcionais de estadual e federal estavam praticamente montadas para 2022. Com a saída de Carlos Augusto e Dr. Hélio, há mais um problema: o deputado federal Fábio Abreu também pode deixar a sigla.

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