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Piauí

“O presidente da República não é responsável por 400 mil mortes no Brasil” diz Elmano Férrer

Senador Elmano Férrer saiu em defesa do presidente Bolsonaro

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Em entrevista à rádio Teresina FM, o senador Elmano Férrer sai em defesa do presidente Bolsonaro e diz que ele não é culpado pelas mais de 400 mil mortes no Brasil.

O senador Elmano Ferrer (PP-PI) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e declarou que o presidente “não é responsável por 400 mil mortes no Brasil”. Elmano disse que Bolsonaro enfrenta uma oposição radical e que todos os governadores do Nordeste são de oposição, e que isso é um grande desafio para 2022.

Para ele, o país vive uma “situação razoável” no enfrentamento da covid-19. O Brasil contabilizou na noite desta segunda-feira (03), 408.829 mortes pela doença. Segundo Elmano, isso é algo proporcional à população.

“A situação do Brasil em relação aos demais países do mundo, que tem uma população da dimensão do Brasil, claro que a China e a Índia tem uma população bem maior, Estados Unidos também, mas nós estamos numa situação razoável em termos proporcionais em relação a dos demais países.”, disse Elmano

O senador afirma ainda que o presidente Bolsonaro não é o responsável pelo agravamento da crise. “O presidente da República não é responsável por 400 mil mortes no brasil, nós somos uma federação, temos os municípios que realizam as vacinas, nós temos os estados que recebem as vacinas para distribuir nos municípios, há um compartilhamento no enfrentamento da questão [pandemia]”, disse Elmano.

Sobre a CPI, Elmano Férrer afirmou que se trata de uma questão política e que seria usada para dizer: “olha o presidente é responsável pelas 400 mil mortes no brasil”. Ele foi contundente ao afirmar que se trata de uma CPI política.

“A CPI está tratando de político, está tratando das eleições do próximo ano, isso aí é mais um rolo compressor em cima do presidente, querem atingir o presidente da República, é uma cpi para dizer: olha o presidente é responsável pelas 400 mil mortes no brasil”

“É só política mesmo? É!”, disse o senador

De acordo com o senador, o presidente Bolsonaro enfrenta uma oposição radical e que o fato de todos os governadores do Nordeste serem de oposição torna a eleição “um grande desafio” e que é necessário trabalhar sobre a retomada do desenvolvimento econômico, que para Elmano, já acontece no Brasil.

“Nós vamos enfrentar uma oposição radical ao presidente da república, todos os governadores do nordeste são de oposição ao presidente, daí o grande desafio. As reformas que são necessárias se fazem no país numa cruzada contra a corrupção, e uma série de ações que nós temos que nos debruçar sobre elas, inclusive a questão da pandemia, da estrutura econômica, do desempenho que nós estamos vivenciando da retomada do desenvolvimento econômico.”

Para o senador Elmano Férrer, governadores do Nordeste fazem oposição radical ao presidente Bolsonaro. Segundo o senador, a pandemia no Brasil está "razoável".
Senador Elmano Férrer defende o presidente Bolsonaro

Elmano Férrer foi o primeiro senador do Piauí a se aproximar do governo Bolsonaro ainda no segundo turno da eleição de 2022 e antes mesmo do senador Ciro Nogueira, de quem aceitou o convite para integrar o partido Progressista. Eleito em 2014 ao de Wellington Dias, Dilma e Lula, o senador se distanciou dos petistas dois anos depois, mas votou contra o impeachment da então presidente.

“O presidente da República não é responsável por 400 mil mortes no brasil, nós somos uma federação, temos os municípios que realizam as vacinas, nós temos os estados que recebem as vacinas para distribuir nos municípios, há um compartilhamento no enfrentamento da questão [pandemia]”

Elmano Férrer

Comissão reúne 200 falas negacionistas de Bolsonaro

A equipe da CPI da Pandemia que auxilia o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), fez uma cronologia e já levantou mais de 200 declarações em que Jair Bolsonaro (sem partido) teria propagado falas negacionistas na pandemia de janeiro de 2020 ao mesmo mês deste ano.

O compilado inclui frases do presidente em que ele critica o isolamento social, propagandeia o uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19 e minimiza o coronavírus.

O discurso de Bolsonaro será um dos alvos da CPI e tem potencial para atingir o governo, já que aborda medidas consideradas mais polêmicas por envolverem discursos negacionistas.

 O objetivo é usar declarações e ações para eventualmente imputar crimes ao presidente ao fim dos trabalhos.

O plano de trabalho apresentado na quin pelo senador Renan Calheiros envolve seis linhas de investigações que serão conduzidas pelos membros da comissão, sendo a primeira delas as ações do governo no enfrentamento da pandemia.

Política

Vai dar PT? Deputada Flora Izabel é a mais forte para vaga no TCE

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Deputada Flora Izabel do PT é forte candidata à vaga no Tribunal de Contas do Estado do Piauí

Teresina – Flora Izabel foi a escolhida pelo Partido dos Trabalhadores para disputar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Apesar de contar com o apoio do governador Wellington Dias, foi a mão da vice-governadora Regina Sousa que pesou na definição de seu nome. Entre os petistas, foi preterido o também deputado estadual Franzé Silva, cuja história no PT do Piauí é longa, mas como deputado, Franzé está no seu primeiro mandato.

É a segunda vez, num governo de Wellington Dias, que um petista pode chegar ao cargo. O primeiro petista a se tornar conselheiro foi Olavo Rebelo. O Tribunal de Contas do Estado é visto como uma importante peça no tabuleiro de xadrez dos políticos, a atuação de um conselheiro naquele órgão representa influência política, por isso a disputa pela vaga. Da escolha à eleição, questões eleitorais são colocadas à mesa para definir quem recebe o maior número de votos na Assembleia Legislativa. Colégios eleitorais e apoios são oferecidos numa espécie de espólio pelos votos dos deputados. Neste quesito, nomes com mais mandatos na ALEPI saem mais fortes. E é por isso que Flora Izabel concorre, mas a vaga ainda não está certa para ela.

Um outro nome corre por fora e conta com a “simpatia” de muitos deputados. Wilson Brandão (PP) articula bem nos bastidores. É visto como conciliador, equilibrado e com moeda de troca suficiente para fazer ofertas ao altar legislativo. Os deputados sabem que a força eleitoral de Flora ficaria apenas dentro do próprio PT, mas já no caso de Wilson Brandão, as lideranças no interior podem ser divididas entre os deputados. O número de herdeiros seria maior.  

Nas eleições de 2018, Flora Izabel foi eleita com 29.061 votos, Brandão obteve mais de 47 mil votos. Para ficar com a vaga, Flora teria que contar com o apoio forte do governo petista. E foi justamente Regina Sousa a fiel da balança. Atual vice-governador, Regina deve assumir a chefia do governo com o afastamento provável de Wellington Dias para concorrer ao cargo de senador ou deputado federal em abril de 2022. Apenas uma moeda é válida dentro da Assembleia: voto nas urnas.

Do outro lado, Wilson Brandão, segundo nome mais forte na corrida rumo ao TCE, pode contar com o apoio do agora ministro Ciro Nogueira para chegar ao cargo de conselheiro. Até agora, Brandão ficou em cima do muro na disputa entre Ciro e Wellington, apesar de filiado ao Progressistas. Sem o apoio petista, Wilson Brandão pode optar por dividir suas lideranças entre os deputados e pular de vez para o colo de Ciro Nogueira.

A eleição para conselheiro do Tribunal de Contas será o termômetro das eleições de 2022. Vai demonstrar quem tem a capacidade de jogar melhor politicamente. Os dois lados estão, em tese, equilibrados quanto à força. Se Wellington tem o governo do estado, Ciro Nogueira tem o governo federal.

O MDB, partido com o maior número de deputados na casa, tem forte influência sobre o resultado. Aliado ao governo petista, os emedebistas tendem a votar em Flora. São seis votos para ela. Entre efetivos e suplentes, o PT tem mais cinco nomes. Somados aos agregados petistas, que são oito nomes, Flora Izabel, em tese, teria 19 votos. A maioria.

Do outro lado, a oposição tem seis nomes certos e um duvidoso. Quatro dos deputados esperariam as melhores condições para decisão, mas o número é insuficiente para virar o jogo. 

Apenas uma demonstração de perspectiva de poder poderia alterar o placar. Sem isso, vai dar PT no Tribunal de Contas do Estado.

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Nacional

Hugo Napoleão concorre para a Academia Brasiliense de Letras

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Hugo Napoleão é indicado para a Academia Brasiliense de Letras

Hugo Napoleão foi governador do Piauí por dois mandatos, deputado federal, senador da República e ministro de Estado. É reconhecido como um grande político e intelectual brasileiro.

Teresina – É impossível não associar a trejatória do advogado e político Hugo Napoleão do Rego Neto com a história do Brasil e do Piauí. Filho do embaixador Aluísio Napoleão de Freitas Rego, herdou do pai o fino trato e o culto ao saber, traços que moldaram sua personalidade e construíram a conduta irrepreensível e exemplar com a qual se fez notório nos meios jurídico e político brasileiro.

Um intelectual na política

No mesmo ano que publicou seu primeiro livro “Fatos da História do Piauí”, em 1974, foi também eleito para o primeiro cargo político. Deputado federal e escritor aos 31 anos. Advogado desde os 23 anos, ombreou-se muito jovem com grandes juristas brasileiros. Foi advogado do ex-presidente Juscelino Kubitschek no momento mais delicado da vida de JK. O convívio do velho político com o jovem advogado virou um livro, o mais recente escrito por Hugo Napoleão: “Eu Fui Advogado de JK”.

Hugo Napoleão durante lançamento do seu último livro em Brasília | Foto: Vinícius Santa Rosa | Metrópolis

Ex-mininistro de Estado da Educação, da Cultura e das Comunicações, além de governador do Piauí e Senador da República, homens da envergadura e conhecimento de Hugo Napoleão nunca deixam de ser. São sempre lembrados, citados, consultados e lidos.

Imortal da Academia Piauiense de Letras, Hugo Napoleão foi indicado e concorre para a Academia Brasiliense de Letras (ABrL), na capital federal. Fundada em 8 de março de 1968, a ABrL é composta de 40(quarenta) membros efetivos e perpétuos, escolhidos entre escritores brasileiros de projeção nacional.

Hugo Napoleão ajudou a escrever a história recente do Brasil

Além da literarura, Hugo Napoleão escreveu tantas histórias através dos cargos que exerceu na vida pública, muitas delas são escritos, não em papéis, mas em diálogos, ações e decisões que mudaram a vida de humildes cidadãos e até dos destinos da nação.

Sempre acolhedor e gentil, dispõe do seu tempo para doar conselhos e orientações àqueles que buscaram sua experiência e conhecimento. Outra grande obra de Hugo Napoleão está no que nunca escreveu ou pronunciou. Em toda sua vida pública, foi incapaz de proferir uma única palavra ríspida contra qualquer dos seus adversários. Nenhuma palavra fora usada por ele para perseguir ou destruir, apenas construiu.

Certa vez, ouvi uma história contada por um ex-membro do primeiro governo de Hugo Napoleão. Preocupado com investimentos na educação que faria numa cidade do interior do Piauí cujo prefeito era adversário de Hugo Napoleão, perguntou ao govenador se poderia mesmo fazer as melhorias no município, ao que Hugo teria respondido mais ou menos assim: “Claro que sim! O prefeito tem partido e é adversário do nosso, mas a cidade não tem partido e aqueles jovens também não. Eu tenho que governar para todos. A pririodade é a Educação. Faça!”.

Ex-presidente José Sarney, membro da Academia Brasiliense de Letras, escreve para referendar Hugo Napoleão que concorre à cadeira que foi de Marco Marciel.
José Sarney escreve para presidente a ABrL para elogiar Hugo Napoleão | Foto: Agência Senado

O ex-presidente José Sarney, membro da Academia Brasiliense de Letras, ao saber que ex-governador Hugo Napoleão concorria à vaga de Marco Maciel, escreveu ao presidente da ABrL “Sou talvez suspeito para elogiar o indicado pelos conhecidos laços de afeto que nos ligam, mas gostaria de dizer que Hugo Napoleão teve grande participação no movimento de redemocratização do País e deu grande contribuição a seu desenovlimento nos vários cargos que desempenhou e nos mandatos que exerceu, além de ser intelectual de grande valor”, disse.

Biografia de Hugo Napoleão

Hugo Napoleão do Rego Neto é um advogado e político brasileiro. Nasceu em Portland, EUA, em 31 de outubro de 1943. Filho do piauiense e embaixador de carreira Aluísio Napoleão de Freitas Rego.

Advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1967. No mesmo ano iniciou sua carreira profissional com um estágio na Procuradoria-geral de Justiça da Guanabara passando depois à condição de assessor jurídico do Banco Denasa de Investimentos S/A (1968) e a membro do Escritório de Advocacia Nunes Leal (1971) interrompendo sua trajetória profissional em razão de seu ingresso na política.

Hugo Napoleãoi foi duas vezes senador, três vezes deputado federal, três vezes ministro de estado e por dois mandatos alternados foi governador do Piauí. Atualmente é filiado ao PSD e pertence à Academia Piauiense de Letras (APL).

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