Conecte-se conosco

Política

O plano Jereissati

Partidos de centro-esquerda buscam um novo nome para compor uma Frente Ampla e enfrentar Bolsonaro em 2022

Publicado

em

Tasso Jereissati

A um ano do prazo de filiações partidárias, líderes políticos brasileiros ainda buscam um nome para disputar a eleição de 2022 contra o presidente Jair Bolsonaro. Sete nomes já figuram como presidenciáveis – termo que define que políticos têm densidade mínima para disputarem o cargo. João Dória (PSDB), governador do São Paulo, Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, Luciano Huck (sem partido), empresário e apresentador, Ciro Gomes (PDT), economista e político, João Amoedo (Novo), empresário, Luís Henrique Mandetta (DEM), médico e ex-ministro da Saúde, e Lula (PT), ex-presidente da República.

Nesta semana, um novo nome foi posto à mesa em torno da qual sentam os homens que dão as cartas na economia e política. O senador Tasso Jereissati (PSDB) foi apresentado pelo ex-candidato a presidente pelo PV, Eduardo Jorge, como seu candidato à Presidência da República em 2022 “Para evitar a reprise desastrosa do segundo turno de 2018: frente ampla democrática em 2022”.

Com a chegada de Jereissati, o PSDB passa a apresentar três nomes para a disputa oriundos de três importantes estados com densidade eleitoral e influência regional. Doria, em São Paulo, está no maior colégio eleitoral formado por mais de 33 milhões de eleitores. Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, que reúne um colégio eleitoral superior a 8 milhões, e Tasso Jereissati, no Ceará, estado cujo número de eleitores é o terceiro maior do Nordeste e passa dos 6 milhões.

Tasso Jereissati pode aglutinar políticos

A escolha de Tasso Jereissati segue um ritual da política brasileira: a busca por um nome que aglutina outros políticos. Se há alguém que pode representar o centro, seria Tasso. Líderes apostam numa fadiga do eleitorado causada pelas discussões entre direita e esquerda. Apesar de representar o centro, Jereissati não é do “Centrão”, mas não desagrada os caciques fisiológicos que, em tese, estariam de fora da proposta de criação de uma Frente Ampla Democrática em torno de um único nome.

“Para evitar a reprise desastrosa do segundo turno de 2018: frente ampla democrática em 2022”

EDUARDO JORGE

Frente Ampla Democrática

A articulação para uma Frente Ampla Democrática no Brasil começou ainda em 2020. Líderes políticos de partidos de centro e esquerda querem criar uma coalizão partidária em torno de um nome viável para enfrentar Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. As disputas regionais das eleições municipais do ano passado inviabilizaram a construção da Frente. Novas discussões começaram este ano. Ciro Gomes, do PDT, encabeçou o movimento em fevereiro e foi alçado pelo presidente do seu partido, Carlos Lupi, como o possível candidato de uma união de partidos centro-esquerda no próximo ano. 

No final de março, seis presidenciáveis lançaram um manifesto em defesa da democracia. Além de Ciro Gomes, João Doria, Eduardo Leite, Henrique Mandetta, João Amoedo e Luciano Huck assinaram o documento que alertava a população brasileira contra o aumento da escalada do autoritarismo que “que pode emergir das sombras” e que “Não há Democracia sem Constituição. Não há liberdade sem justiça. Não há igualdade sem respeito. Não há prosperidade sem solidariedade.”

Com a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Lula após a anulação das sentenças proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro, o petista passou a ocupar a lideranças em confrontos com o atual presidente Bolsonaro num possível segundo turno. Apesar de proporem uma Frente Ampla, já existe uma resistência em torno do nome de Lula, evidenciada pelas últimas declarações de Ciro Gomes que descarta um apoio ao PT. Em recente entrevista ao jornal O GLOBO, perguntando se iria para Paris novamente num eventual segundo turno disputado entre Lula e Bolsonaro, Ciro afirmou que  “como brasileiros não podem viajar para a França pela pandemia, nesse caso vou para Tonga da Mironga”, numa referência à música de Toquinho e Vinícius de Moraes.

Bruno Araújo quer Jereissati como candidato a presidente da República | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A ideia central presente na proposta de uma Frente Ampla é apresentar à população um candidato à Presidência da República de centro, capaz de se opor aos espectros políticos representados por Jair Bolsonaro e Lula.

Políticos tentaram movimento semelhante no Brasil

Juscelino Kubitschek tentou uma frente ampla no Brasil em 1966
JK tentou frente ampla em 1966

Por duas ocasiões na história política brasileira o Brasil assistiu à formação de uma Frente Ampla de partidos políticos de centro-esquerda. A primeira delas, em 1966, que reuniu os ex-presidente Juscelino Kubitscheck, o conservador Carlos Lacerda e o ex-presidente João Goulart deposto em 1964 pelos militares. A Frente foi proscrita pela Portaria nº177 do Ministério da Justiça. Carlos Lacerda teve seus direitos políticos suspensos por 10 anos, em 31 de dezembro de 1968 com a edição do Ato Institucional no. 5.

As Diretas Já, movimento que resultou na eleição de Tancredo Neves para presidente da República, foi uma Frente Ampla brasileira dos anos 1980. Naquele período, reuniu nomes de direita, de centro da esquerda brasileira – incluindo o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. A articulação foi vitoriosa e redesenhou a política brasileira por mais de três décadas.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Seduc convoca Organizações da Sociedade Civil para eleição do Conselho do Fundeb

Publicado

em

Por

Seduc convoca Organizações da Sociedade Civil para eleição do Conselho do Fundeb

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) publica o Edital da Comissão Especial Eleitoral Nº 01/2021 que tem como objetivo regulamentar a eleição de Organizações da Sociedade Civil (OSC) que terão representante na composição do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb (CACS-Fundeb) do Estado do Piauí. As inscrições serão realizadas de 7 a 14 de maio e a assembleia de eleição no dia 24 de maio de 2021.

A Comissão Eleitoral é constituída por servidores da Seduc, que não possuem participação no CACS-Fundeb, e será responsável pela divulgação do edital, organização e realização da Assembleia de Eleição, até a divulgação final das Organizações da Sociedade Civil eleitas para indicarem representantes ao conselho.

A função de conselheiro do CACS-Fundeb não é remunerada, sendo considerada de relevante interesse social. Os representantes das OSCs interessados em exercê-la deverão atender aos requisitos de ter disponibilidade de tempo para participar das reuniões ordinárias e ter disponibilidade para participar dos encontros de formação.

Estão disponíveis duas vagas de titulares e duas vagas de suplentes para segmento de organizações da sociedade civil, para mandato de quatro anos.

A organização interessada em participar da eleição deverá imprimir e preencher o requerimento de inscrição e encaminhar juntamente com toda a documentação exigida no edital, em um único arquivo, por meio do endereço eletrônico ([email protected]).

A Assembleia de Eleição será realizada no dia 24 de maio de 2021, na modalidade de videoconferência, pela plataforma Zoom ou equivalente, cujo link de acesso será enviado antecipadamente às organizações habilitadas para o processo, no endereço eletrônico de envio da inscrição.

O resultado final da votação será divulgado e publicado no sítio eletrônico da Seduc. As organizações eleitas terão até o dia 25 de maio de 2021 para indicar o nome de seus representantes, titular e suplente.

Clique aqui e confira o edital

The post Seduc convoca Organizações da Sociedade Civil para eleição do Conselho do Fundeb appeared first on Governo do Piauí.

=
Com Informação do Governo do Piauí

Continue lendo

Política

Projeto da Residência Pedagógica realiza palestra sobre materiais didáticos no ensino remoto

Publicado

em

Por

Projeto da Residência Pedagógica realiza palestra sobre materiais didáticos no ensino remoto

O subprojeto Letras Inglês, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) promoverá, nesta sexta-feira (7), de 10h às 12h, uma palestra como parte da Formação Continuada de Residentes e Preceptores, para alunos regulares do curso de Letras Inglês e demais interessados, por meio do Google Meet.

A palestra terá como tema “(Re)pensando matérias didáticos para ensino remoto: Entendendo os papéis das metodologias ativas”, e como palestrante, Patrícia Oliveira Lucas, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

As metodologias ativas são recursos necessários da aprendizagem e mecanismos didáticos que colocam o aluno direta e ativamente como protagonista no processo de aquisição do conhecimento, principalmente nos meses de pandemia, com o ensino remoto.

“A metodologia ativa apresenta e convida alunos, com auxílio da tecnologia, para aprendizagem colaborativa, aprendizagem híbrida, aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida, portfólios e gamificação. Essas promovem autonomia do aprendiz”, explica a professora Maria Eldelita, coordenadora de área pedagógica de Letras Inglês.

Inscrições

A palestra contará com 50 vagas e as inscrições estão abertas até esta sexta (7), e podem ser feitas por meio do e-mail da coordenação do curso: [email protected]

The post Projeto da Residência Pedagógica realiza palestra sobre materiais didáticos no ensino remoto appeared first on Governo do Piauí.

=
Com Informação do Governo do Piauí

Continue lendo

Câmbio

Capa

Tempo

Caro leitor,

Diariamente você recebe dezenas notícias no seu whatsapp. Algumas são verdadeiras, outras não.

Por isso, é tão importante poder contar com uma fonte de informação confiável – e independente.

É isso que nós fazemos. Produzimos conteúdo. De relevância e com qualidade. Nós checamos as informações antes de publicar para que você receba apenas a verdade.

Nós analisamos os fatos para que você construa sua opinião. Nós entrevistamos pessoas, confrontamos autoridades e cobramos resultados do setor público.

O Jornal Diário do Povo faz jornalismo. E para fazer bem feito, nós precisamos do seu apoio. Assine o jornal. Custa pouco, mas vale muito. 

Banca de Jornal

Popular