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Política

Ciro Nogueira pode fazer de CPI uma arma contra Wellington Dias

PREFEITOS ALIADOS DO SENADOR RECEBERAM A MAIOR PARTE DOS RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL PARA O ENFRENTAMENTO DA COVID-19

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O senador Ciro Nogueira(PP) conseguiu emplacar seu nome como membro da CPI da Covid. A primeira tarefa do senador na Comissão é defender o presidente Jair Bolsonaro. A segunda, tirar o sono do seu ex-aliado e agora principal opositor no Piauí, o governador Wellington Dias.

Na medida que se aproximava de Bolsonaro, Ciro Nogueira se distanciava de Wellington Dias. Os dois foram eleitos juntos em 2018. Mas a aliança ficou num passado que se tornou muito distante diante do abismo político entre os dois ampliado dia a dia na medida que se aproximam as eleições de 2022.

Ciro Nogueira tem adotado um novo tom em sua liderança política tanto a nível nacional quanto local. Na eleição da presidência da Câmara, não poupou críticas ao deputado federal Rodrigo Maia (DEM). Em suas entrevistas, no papel de defensor do presidente da República, têm elevado o tom contra adversários de Bolsonaro, como fez em recente entrevista na qual disparou contra o ex-ministro Luiz Henrique Mendetta (DEM), cotado como presidenciável nas eleições que se aproximam.

Mas toda a artilharia do senador tem sido usada contra um alvo: Wellington Dias. E agora, o Arsenal ganha um reforço que deve tirar o sono do petista. Com a presença de Ciro Nogueira na CPI da Covid e a autorização para a investigação de governadores, os dias do governador do Piauí não serão fáceis. 

Em sua rede social, Ciro Nogueira deu o tom do que vem pela frente. “A CPI tem a obrigação de se concentrar sobre todos os tipos de desvios e sobre tudo que seja interesse público. Por isso mesmo, a CPI não poderá se desviar de seu encontro inevitável com os desvios de recursos públicos”, disse. 

Engana-se quem pensa que o senador ficará apenas nas indiretas. Ciro Nogueira foi direto em recente entrevista e disse que o Piauí recebeu um volume gigantesco de recursos federais e não investiu na saúde da população. 

Segundo dados do Portal da Transparência do Governo Federal, o Governo do Piauí recebeu da União cerca de R$ 255 milhões para o combate à pandemia de Covid-19 entre recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) e na forma de auxílio financeiro ao Estado. Todos recursos da União para enfrentamento da Covid-19.

O Portal da Transparência do Governo do Estado informa a liquidação de 416 milhões de reais em despesas com a Covid-19, deste total foram pagos R$ 389 milhões. 

“A CPI tem a obrigação de se concentrar sobre todos os tipos de desvios e sobre tudo que seja interesse público. Por isso mesmo, a CPI não poderá se desviar de seu encontro inevitável com os desvios de recursos públicos”

ciro nogueira

Já os municípios piauienses receberam mais de R$ 700 milhões da União para o enfrentamento da Covid-19. Deste total, foram destinados para a Prefeitura de Teresina mais de R$ 159 milhões.

Governo do Piauí recebeu 255 milhões do governo Federal para enfrentamento da Pandemia

O volume de recursos destinados aos municípios pelo Governo Federal foi bem maior que os destinados ao Governo do Estado. A maioria das prefeituras é administrada por correligionários e apoiadores do senador do Progressistas. É o caso da Prefeitura de Teresina que recebeu o correspondente a 62% de todo o recurso destinado pela União ao Estado. 

Sob gestão do PSDB, Prefeitura de Teresina recebeu do governo federal 62% dos recursos recebidos pelo governo do Piauí

A PMT era administrada por Firmino Filho (PSDB), morto no último dia 6 de abril.  Firmino era aliado de Ciro Nogueira.

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Política

Déficit atuarial na Previdência da Prefeitura de Teresina passa de R$ 4 bilhões, diz presidente do IPMT

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IPMT apresenta déficit financeira e atuarial

Teresina – O presidente do Instituto de Previdência Municipal de Teresina, Kennedy Glauber, informou nesta quinta-feira (3) que a déficit atuarial do IPMT é de R$ 4,5 bilhões. Kennedy não informou a partir de quando esse déficit afetaria os pagamentos de aposentadorias e pensões de servidores.

Kennedy Glauber, presidente do IPMT, informou existir déficit aturial na ordem de R$ 4,5 bilhões.
Kennedy Glauber: “temos uma dificuldade muito grande nesse início de gestão”

Segundo o gestor, o Instituto possui também uma dívida financeira de R$ 152 milhões, o que indica que o IPMT já não consegue arcar com o pagamento das obrigações previdenciárias.

“O IPMT hoje tem uma dívida financeira de 152 milhões de reais é deixada pela gestão anterior, então nós temos feito as tratativas necessárias para que a gente possa estar vendo a melhor forma de estar recuperando esse recurso. Nós temos hoje no IPMT um déficit atuarial de 4,5 bilhões de reais recebemos na semana passada o relatório do atuário e temos realmente uma dificuldade muito grande nesse início de gestão.”

Kennedy Glauber, presidente do ipmt

O déficit atuarial é a projeção de que vai faltar dinheiro para pagar aposentadorias e pensões dos servidores municipais no futuro. Segundo a legislação, as avaliações atuariais anuais devem ser realizadas até 31 de dezembro de cada exercício.

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Nacional

Fábio Wajngarten: o homem que pode eximir Bolsonaro ou condená-lo na CPI

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Fábio Wajngarten depõe na CPI da Covid nesta quarta-feira(11)
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