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Política

De cada 30 pessoas, 7 morrem por falta de UTI no Piauí, revela Wellington Dias

Governador Wellington Dias revelou dados em entrevista à Globo News.

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Em entrevista à Globo News o governador Wellington Dias revelou que taxa de ocupação de leitos de UTI no Piauí é maior que os números apresentados quando desconsiderados os leitos exclusivos para crianças e gestantes.

Segundo o próprio Wellington Dias, a ocupação passa de 100% e de cada 30 pessoas que morrem por Covid-19, sete vieram a óbito não pela doença em si, mas por falta de atendimento adequado por falta de vaga em Unidades de Terepia Intensiva.

A entrevista foi na noite deste domingo (4) ao jornal Globo News Edição das 18h. O governador ainda falou da queda no número de contamidados pelo novo coronavírus em todo o Brasil e disse “vencer essa fila, como já aconteu em Manaus, é a esperança para outros estados brasileiros”, concluiu.

O Piauí conta hoje com 456 leitos de UTI. Os dados do Painel Epidemiológico Covid-19 da Secretraria de Estado da Saúde (SESAPI), divulgados no domingo(4), mostram que 95,4%, desses leitos de UTI estão ocupados. Ontem, 435 leitos estavam ocupados e 21 disponíveis.

‘Na verdade’, não há vagas em UTI para os pacientes

Wellington Dias revelou à Globo News que de cada 30 pessoas que morrem por Covid-19 no Piauí, 7 são por falta de UTI.
Descontados os leitos exclusivo para gestantes e crianças, não há vaga em UTI no Piauí

Porém, quando são descontados os leitos exclusivos para crianças e gestantes do Hospital Infantil Lucídio Portela e da Maternidade Dona Evangelina Rosa, que são 21 ao todo, a taxa de ocupação é de 100%.

Para a maioria da população, essa é a realidade da rede hospitalar: não há vagas em UTI, como disse o próprio Wellington Dias na entrevista à Globo News.

“Aqui, na verdade, 96% de leitos porque nós temos leitos exclusivos infantil e leitos ‘exclusivo’ para gestante, para as mulheres, então basicamente são nas maternidades e hospitais infantis onde a gente tem vaga, que não é vaga adequada para recebimento de adultos, na verdade a gente está com filas”.

Governador wellington dias, em entrevista à globo news

‘Precisava de UTI e não tiveram atendimento’, reconhece Wellington Dias

Wellington Dias revelou que “23% dos óbitos são relacionados a pessoas que estão na fila. Ou seja, quando você tem, assim, 30 pessoas que vieram a óbito, aproximadamente sete foram pessoas que estavam na fila. Precisava na UTI e não tiveram o atendimento, ou já chegou na UTI numa situação muito grave por conta de estar num local inadequado”, afirmou o governador.

Para ele, “Vencer essa fila, como já aconteceu em Manaus, é a esperança para outros estados brasileiros e eu acredito que a gente agora nos próximos dez dias vai ter algum sinal nesta direção”, concluiu.

Foi a primeira vez que o govenador Wellington Dias reconheceu publicamente a mortes de pacientes de Covid-19 por falta de vagas em UTIs no Piauí.

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Política

Vai dar PT? Deputada Flora Izabel é a mais forte para vaga no TCE

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Deputada Flora Izabel do PT é forte candidata à vaga no Tribunal de Contas do Estado do Piauí

Teresina – Flora Izabel foi a escolhida pelo Partido dos Trabalhadores para disputar a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Apesar de contar com o apoio do governador Wellington Dias, foi a mão da vice-governadora Regina Sousa que pesou na definição de seu nome. Entre os petistas, foi preterido o também deputado estadual Franzé Silva, cuja história no PT do Piauí é longa, mas como deputado, Franzé está no seu primeiro mandato.

É a segunda vez, num governo de Wellington Dias, que um petista pode chegar ao cargo. O primeiro petista a se tornar conselheiro foi Olavo Rebelo. O Tribunal de Contas do Estado é visto como uma importante peça no tabuleiro de xadrez dos políticos, a atuação de um conselheiro naquele órgão representa influência política, por isso a disputa pela vaga. Da escolha à eleição, questões eleitorais são colocadas à mesa para definir quem recebe o maior número de votos na Assembleia Legislativa. Colégios eleitorais e apoios são oferecidos numa espécie de espólio pelos votos dos deputados. Neste quesito, nomes com mais mandatos na ALEPI saem mais fortes. E é por isso que Flora Izabel concorre, mas a vaga ainda não está certa para ela.

Um outro nome corre por fora e conta com a “simpatia” de muitos deputados. Wilson Brandão (PP) articula bem nos bastidores. É visto como conciliador, equilibrado e com moeda de troca suficiente para fazer ofertas ao altar legislativo. Os deputados sabem que a força eleitoral de Flora ficaria apenas dentro do próprio PT, mas já no caso de Wilson Brandão, as lideranças no interior podem ser divididas entre os deputados. O número de herdeiros seria maior.  

Nas eleições de 2018, Flora Izabel foi eleita com 29.061 votos, Brandão obteve mais de 47 mil votos. Para ficar com a vaga, Flora teria que contar com o apoio forte do governo petista. E foi justamente Regina Sousa a fiel da balança. Atual vice-governador, Regina deve assumir a chefia do governo com o afastamento provável de Wellington Dias para concorrer ao cargo de senador ou deputado federal em abril de 2022. Apenas uma moeda é válida dentro da Assembleia: voto nas urnas.

Do outro lado, Wilson Brandão, segundo nome mais forte na corrida rumo ao TCE, pode contar com o apoio do agora ministro Ciro Nogueira para chegar ao cargo de conselheiro. Até agora, Brandão ficou em cima do muro na disputa entre Ciro e Wellington, apesar de filiado ao Progressistas. Sem o apoio petista, Wilson Brandão pode optar por dividir suas lideranças entre os deputados e pular de vez para o colo de Ciro Nogueira.

A eleição para conselheiro do Tribunal de Contas será o termômetro das eleições de 2022. Vai demonstrar quem tem a capacidade de jogar melhor politicamente. Os dois lados estão, em tese, equilibrados quanto à força. Se Wellington tem o governo do estado, Ciro Nogueira tem o governo federal.

O MDB, partido com o maior número de deputados na casa, tem forte influência sobre o resultado. Aliado ao governo petista, os emedebistas tendem a votar em Flora. São seis votos para ela. Entre efetivos e suplentes, o PT tem mais cinco nomes. Somados aos agregados petistas, que são oito nomes, Flora Izabel, em tese, teria 19 votos. A maioria.

Do outro lado, a oposição tem seis nomes certos e um duvidoso. Quatro dos deputados esperariam as melhores condições para decisão, mas o número é insuficiente para virar o jogo. 

Apenas uma demonstração de perspectiva de poder poderia alterar o placar. Sem isso, vai dar PT no Tribunal de Contas do Estado.

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Política

Voto impresso auditável será apreciado pelo plenário da Câmara nesta terça-feira

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Proposta do Voto Impresso Auditável vai a plenário nesta terça-feira(10)
Foto: Najara Araujo | Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara decidiu levar a matéria para análise após derrota em Comissão na semana passada. Voto Impresso Auditável é hoje a principal bandeira do presidente Jair Bolsonaro.

Brasília – O deputado federal Arthur Lira, presidente da Câmara Federal, pautou para esta terça-feira a análise em plenário do texto que institui o voto impresso auditável para as eleições brasileiras. Um encontro entre Lira e os líderes partidários no parlamento selou a iniciativa.

Na última semana, o Voto Impresso Auditável foi rechaçado na Comissão especial que analisava a matéria por 23 votos contrários e 11 a favor. A medida desagrafou o presidente da República. Jair Bolsonaro tem no voto impresso sua principal bandeira.

Durante os últimos dias, Bolsonaro tem denunciado fraudes nas eleições brasileiras e já chegou a dizer que teria vencido o pleito em 2018 no primeiro turno e que Aécio Neves (PSDB) teria sido o vitorioso nas eleições de 2014. A retórica de Bolsonaro não apresenta provas, mas foi o suficiente para arrastar uma legião de questionadores do modelo atual de votação e gerar uma crise institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para os líderes que participaram do encontro, a proposta deve ser rejeitada no plenário. Governistas preparam um alternativa mais branda ao texto e devem apresentar uma proposta para que 2% das urnas tenham o sistema de voto impresso auditável já na próxima eleição, em 2022.

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