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Política

Ciro Nogueira defende Bolsonaro, ataca governadores e diz: “não tem inocentes”

Senador também não poupou críticas ao ex-ministro Henrique Mandetta

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Ciro Nogueira defende Bolsonaro e critica governadores

O senador Ciro Nogueira concedeu entrevista ao UOL nesta segunda-feira. Em tom otimista quanto ao país, o senador piauiense e presidente nacional do Progressitas manteve, com cautela, uma retórica de apoio ao presidente Bolsonaro, mas não faz duras críticas ao ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta e aos governadores dos Estados.

Depois de ser perguntando sobre a queda do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o presidente do Progressitas, diante da troca no ministério, se mostrou otimista até com o país.

Ciro Nogueira foi questionado pelos jornalistas da UOL sobre a pressão que o Centrão e o Congresso teriam feito para a saída do ex-ministro Pazuello do comando da Saúde, ele fez questão de dizer que “quem demite e quem nomeia ministro é o presidente da República”, e diz ser um otimista e que o Brasil está melhorando “e muito”.

“Eu sou otimista, acho que o nosso país está melhorando e muito”

Ciro Nogueira fez elogios ao ex-ministro Eduardo Pazuello e duras críticas a Henrique Mandetta. “Pazuello foi muito melhor que o ministro Mandetta, que passava o dia dando entrevistas e não tinha operacionalidade nenhum naquele momento”, disse o senador.

Para Ciro, Pazuello cumpriu o seu papel “mas nós temos que ter um outro ministro agora”.

Sobre o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o senador disse que ele “defende uma série de situações, teve a coragem de defender a questão do uso da máscara, do distanciamento social, é um ministro que tem agora o quadro político do país como um todo, no momento mais difícil da saúde da nossa história, fazer com que chegue às pessoas que precisem de tratamento, um tratamento digno”, afirmou.

Ciro Nogueira critica duramente Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores
Ciro Nogueira também fez duras críticas ao agora ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo

Ciro Nogueira disse que o país precisa de um ministro de Relações Exteriores “que vai colocar o Brasil em primeiro lugar, que vai cuidar das nossas relações internacionais visando principalmente que a gente tenha parceiros que possam ajudar a nossa retomada econômica no futuro”.

“Estamos num país muito melhor”, diz Ciro Nogueira

O senador e um dos líderes do Centrão afirmou que o Brasil estaria muito melhor sob o momento de vista administrativo. A afirmação de Ciro Nogueira gerou reação no jornalista Tales Faria, “O senhor disse que o país está mas estamos numa crise sem precedente na história no país e com mortes sem precedentes também”, “onde o governo errou nisso e qual é o nível de responsabilidade do governo nisso?”, questionou o jornalista.

Ciro Nogueira defende Bolsonaro em entrevista à Uol e diz: país está melhor
Para Ciro Nogueira, com mudança de ministros, “estamos num país melhor”

“Eu digo que nós estamos num país melhor, porque temos um ministro de saúde hoje que é um homem que tem a confinança muito maior da população e dos entes políticos do nós que tinhamos há duas semanas atrás”

Novo ministro da Saúde é elogiado por Ciro Nogueira
Ciro Nogueira diz que Queiroga, novo ministro da Saúde, tem a confiança dos entes políticos nacionais

Uma situação que não tem inocentes

Ao comentar sobre a situação vivida pelo país em razão da pandemia da Covid-19, Ciro Nogueira afirmou não ter inocentes, nem ele mesmo, nem o Congresso Nacional. Ele falou da demora em ser aprovado o orçamento, “só semana passada aprovamos um orçamento que deveria ter sido aprovado desde o ano passado e nós não fomos capazes de votar aquele orçamento”, disse o senador.

“Mas é uma situação que nós estamos vivendo que não tem inocentes, que não tem incoentes, inclusive eu, inclusive o Congresso Nacional”

Ciro Nogueira ataca governadores

Ciro Nogueira fez duras críticas aos governadores, a quem atribuie terem tidos “erros do tamanho do mundo”. Para o senador, os chefes dos executivos estaduais receberam recursos “como nunca antes na história desse país” e teriam usado os recursos para sanear as contas públicas dos governos em vez de investir em saúde e construção de hospitais.

A afirmação do líder do Progressitas está alinhada com o pensamento do presidente Jair Bolsonaro que divulgou o quanto a União repassou para os Estados em meio à pandemia. Os números foram questionados por muitos governadores.

“Os governadores tiveram um erro do tamanho do mundo, já que receberam os recursos como nunca antes na história do país e usaram os recursos para sanear as contas públcias em vez de hoje em dia terem os hospitais funionando para atender a população”.

Para Ciro, os governadores não trabalharam corretamente contra a pandemia e estavam “querendo passar uma imagem qu estavam solucionando os problemas do país”. O senador foi duro na críticas as gestores estaduais – sem citar nomes.

Depois de fazer as críticas ele afirmou que o momento agora é de “buscar soluções” e achar um culpado “num segundo momento”. Nogueira fez a mea culpa do governo ao dizer que se atrasou medidas e que “temos que viver o hoje”.

“queriam passar a imagem que estavam querendo passar uma imagem que estavam solucionando os problemas dos país de Pandemia no país e não fizeram o dever de casa que era melhorar sua rede hospitalar”,

Corte de verbas na saúde

Ciro também foi questionado sobre o corte de verbas na educação e na própria saúde para a manutenção das verbas parlamentares. Ele justificou a necessidade de investir a infraestrutura do país. Ele afirmou que “nós vamos entrar num colapso de oxígenio no país porque não temos estrutura no nosso país para fazer a distribuição de oxígenio”.

Ciro Nogueira disse que os investimentos em infraestrutura são necessários. Perguntado se tirar verbas da saúde seria a melhor opção para isso, o senador respondeu: “É a solução que nós encontramos”, afirmou o senador.

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Política

Déficit atuarial na Previdência da Prefeitura de Teresina passa de R$ 4 bilhões, diz presidente do IPMT

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IPMT apresenta déficit financeira e atuarial

Teresina – O presidente do Instituto de Previdência Municipal de Teresina, Kennedy Glauber, informou nesta quinta-feira (3) que a déficit atuarial do IPMT é de R$ 4,5 bilhões. Kennedy não informou a partir de quando esse déficit afetaria os pagamentos de aposentadorias e pensões de servidores.

Kennedy Glauber, presidente do IPMT, informou existir déficit aturial na ordem de R$ 4,5 bilhões.
Kennedy Glauber: “temos uma dificuldade muito grande nesse início de gestão”

Segundo o gestor, o Instituto possui também uma dívida financeira de R$ 152 milhões, o que indica que o IPMT já não consegue arcar com o pagamento das obrigações previdenciárias.

“O IPMT hoje tem uma dívida financeira de 152 milhões de reais é deixada pela gestão anterior, então nós temos feito as tratativas necessárias para que a gente possa estar vendo a melhor forma de estar recuperando esse recurso. Nós temos hoje no IPMT um déficit atuarial de 4,5 bilhões de reais recebemos na semana passada o relatório do atuário e temos realmente uma dificuldade muito grande nesse início de gestão.”

Kennedy Glauber, presidente do ipmt

O déficit atuarial é a projeção de que vai faltar dinheiro para pagar aposentadorias e pensões dos servidores municipais no futuro. Segundo a legislação, as avaliações atuariais anuais devem ser realizadas até 31 de dezembro de cada exercício.

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Fábio Wajngarten: o homem que pode eximir Bolsonaro ou condená-lo na CPI

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