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Economia

O Brasil entrou em recessão técnica

Dados do IBGE apontam queda de 0,1% no PIB do país no terceiro trimestre de 2021

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Economia Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da economia do país referentes ao terceiro trimestre do ano de 2021. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,1% no período.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Segundo a definição econômica, o termo recessão técnica é aplicado quando, por dois trimestres seguidos, a nação tem queda de atividade e, por consequência, na produção de bens e serviços. No segundo trimestre deste ano, entre abril e junho, a quada do PIB divulgada pelo IBGE foi de 0,4%.

Serviços teve uma alta de 1,1%. Setor corresponde a mais de 70% do PIB brasileiro.
Serviços teve alta de 1,1%. Setor responde por mais de 70% do PIB brasileiro

O Instituto constatou uma alta de 1,1% no PIB específico do setor de serviços, que responde por mais de 70% do PIB nacional, mas o indicador econômico foi puxado para baixo em razão, principalmente, da queda de 8% na agropecuária e também pelo recuo de 9,8% nas exportações de bens e serviços.

O desempenho da indústria, por sua vez, ficou estável (0%).

As movimentações deixam o PIB no mesmo patamar do fim de 2019 e início de 2020, período pré-pandemia, mas ainda 3,4% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 2,2 trilhões no terceiro trimestre.

Os dados demonstram que o país teve a segunda recessão técnica desde o início da pandemia do novo coronavírus. A queda é menor que a constatada no ano passado quando o PIB nacional desabou -2,2% no primeiro e -9,2% no segundo trimestre do ano passado. Esses períodos foram o de maiores impactos das medidas restritivas na economia.

Apesar do resultado negativo, PIB deve crescer em 2021

As estatísticas apontam ainda para um crescimento de 4% do PIB na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a economia nacional saltou 7,8%, em relação aos três meses anteriores, os mais afetados pela pandemia.

No acumulado do ano até setembro, a economia apresenta avanço de 5,7% na comparação a igual período do ano passado.

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Economia

De cada 10 indústrias, sete têm dificuldades para comprar insumos e matéria-prima

Para 88% das industrias, normalização da compra de insumos no setor só ocorre em 2022

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Segundo a CNI, 68% das indústrias tem dificuldade para comprar insumos e máterias prima

Em média, 68% das indústrias brasileiras tiveram dificuldades na compra de insumos e de matérias-prima, em outubro de 2021. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em fevereiro deste ano, o percentual era aidna maior, quando 73% das empresas relataram o problema. “Apesar da ligeira queda, a situação está bastante complicada e mais da metade das indústrias avalia que esse desajuste só terá fim a partir de abril de 2022”, informou a CNI.

Segundo a pesquisa, em 18 dos 25 setores da indústria de transformação consultados, mais de dois terços das empresas afirmaram que, mesmo em negociações com o valor acima do habitual, está mais difícil obter os insumos no mercado doméstico.

Problema atinge 90% das indústrias de calçados

De acordo com a CNI, 90% das indústrias de calçados têm dificuldades para comprar matéria-prima e insumos.
Indústria de calçados é o setor mais afetado da indústria brasileira pela falta de matéria-prima

As dificuldades na aquisição de matéria-prima e insumos atinge 90% do setor de calçados; 88% das indústrias de couro, 85% dos fabricantes de móveis; 79% da indústria química; 78% do vestuário e 78% das madeireiras, além de 77% das indústrias de equipamentos de informática e produtos eletrônicos e 76% do setor de bebidas.

Indústrias não conseguem importar insumos

Entre os setores que dependem de insumos importados, 18 deles também relataram o mesmo problema: a dificuldade de comprar a mercadoria, mesmo que se decida pagar a mais por ela.

Os setores mais afetados foram: farmacêuticos (88%), máquinas e materiais elétricos (86%), vestuário (85%), material plástico (84%), limpeza e perfumaria (82%), têxteis (81%) e móveis (80%).

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, há, pelo menos, três explicações para a falta de insumos gerada pela crise provocada pela pandemia de covid-19.

“Há um buraco na produção industrial que ainda não foi resolvido. A [pesquisa] Sondagem Industrial de outubro mostrou ajuste nos estoques, é uma condição importante, necessária para resolver o problema, mas é um primeiro passo. E esse ajuste ainda precisa se completar para uma série de setores”

Marcelo azevedo, gerente de análise econômica da cni

“Além disso, temos a expansão da demanda global de uma série de produtos, com os países voltando da crise. Esses fatores seguem provocando estresse nas linhas produtivas e a escassez de diversos insumos”, completou.

Segundo Marcelo Azevedo, há ainda um outro agravante composto pelo elevado custo da logística, alto preço e baixa qualidade dos contêineres. “Alguns países estão buscando alternativas para esse problema dos insumos, como desenvolver fornecedores locais, mas não é algo que se faça rapidamente nem depende só da ação da vontade, e envolve custos”, afirmou.

Construção civil

De acordo com a CNI, na construção civil o problema se agravou entre fevereiro e outubro deste ano. O percentual de construtores que disse ter dificuldade para obter insumo e matéria-prima passou de 72% para 75%.

Diante disso, a expectativa de um cenário de normalização da oferta de insumos é um pouco mais pessimista, em comparação com a indústria geral: 88% acreditam que a normalização de insumos só ocorrerá em 2022 e 9% das empresas esperam que haja normalização apenas em 2023. Nesse segmento, dos 27% que importam insumos, 80% deles sinalizaram dificuldades de acessar matérias-primas importadas.

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Economia

Arábia suspende compra de carne de ave de 11 frigoríficos do Brasil

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Arábia susupende compra de carne de ave de 11 frigoríficos do Brasil

O governo brasileiro foi surpreendido com a informação de que a Arábia Saudita decidiu suspender a importação de carne de aves de 11 estabelecimentos brasileiros. Uma nota conjunta, assinada pelo Itamaraty e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma que a notícia foi recebida “com surpresa e consternação”, sem que qualquer contato prévio tenha sido feita pelas autoridades sauditas.

Ainda segundo as autoridades brasileiras, nenhuma justificativa ou motivação para a suspensão foi apresentada. “A informação consta apenas em nova lista de plantas brasileiras autorizadas a exportar, publicada hoje pela Saudi Food and Drug Authority (SFDA), que exclui os referidos estabelecimentos, previamente permitidos”, informa a nota divulgada no início da noite de ontem (6).

Ainda segundo a nota, “apenas o Brasil foi objeto de atualização de lista de exportadores de carne de aves”. Diante da situação, o governo brasileiro informou que já está contatando as autoridades sauditas, bem como a embaixada em Brasília, na tentativa de esclarecer o ocorrido.

“O Brasil reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal, assegurados por rigorosas inspeções do serviço veterinário oficial. Há confiança de que todos os requisitos sanitários estabelecidos por mercados de destino são integralmente cumpridos”, informa o governo brasileiro.

A nota acrescenta que “todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão”, e que, caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial d Comércio (OMC).

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