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Economia

Arábia suspende compra de carne de ave de 11 frigoríficos do Brasil

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Arábia susupende compra de carne de ave de 11 frigoríficos do Brasil

O governo brasileiro foi surpreendido com a informação de que a Arábia Saudita decidiu suspender a importação de carne de aves de 11 estabelecimentos brasileiros. Uma nota conjunta, assinada pelo Itamaraty e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma que a notícia foi recebida “com surpresa e consternação”, sem que qualquer contato prévio tenha sido feita pelas autoridades sauditas.

Ainda segundo as autoridades brasileiras, nenhuma justificativa ou motivação para a suspensão foi apresentada. “A informação consta apenas em nova lista de plantas brasileiras autorizadas a exportar, publicada hoje pela Saudi Food and Drug Authority (SFDA), que exclui os referidos estabelecimentos, previamente permitidos”, informa a nota divulgada no início da noite de ontem (6).

Ainda segundo a nota, “apenas o Brasil foi objeto de atualização de lista de exportadores de carne de aves”. Diante da situação, o governo brasileiro informou que já está contatando as autoridades sauditas, bem como a embaixada em Brasília, na tentativa de esclarecer o ocorrido.

“O Brasil reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal, assegurados por rigorosas inspeções do serviço veterinário oficial. Há confiança de que todos os requisitos sanitários estabelecidos por mercados de destino são integralmente cumpridos”, informa o governo brasileiro.

A nota acrescenta que “todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão”, e que, caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial d Comércio (OMC).

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Economia

IGP-DI acumula inflação de 33,46% em 12 meses

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IGP-DI acumula inflação de 33,46% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 2,22% em abril, taxa superior à apurada em março (2,17%). Com isso, o índice acumula taxas de inflação de 10,38% no ano e de 33,46% em 12 meses. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A alta da taxa de março para abril foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de 2,59% em março para 2,90% em abril.

Por outro lado, as taxas de inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, e do Índice Nacional de Custo da Construção caíram.

O Índice de Preços ao Consumidor passou de 1% em março para 0,23% em abril. Já o Índice da Construção recuou de 1,30% para 0,90% no período.

O que é o IGP-DI

Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGPDI) é um indicador do movimento de preços que cobre todo o processo produtivo, desde preços de matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos preços de produtos intermediários até os de bens e serviços finais.

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Economia

Pandemia leva à retração de 6,7% na atividade econômica, diz Firjan

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Mercado financeiro espera que Selic suba para 3,5% ao ano nesta semana

Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que a atividade econômica no Brasil experimentou retração de 6,7% no período de 12 meses, iniciado em março de 2020, com o surgimento da pandemia do novo coronavírus, até fevereiro de 2021.

O levantamento O impacto regional da pandemia nos três grandes setores econômicos mostra quais os estados brasileiros sofreram mais fortemente os efeitos da covid-19.

Para isso, os economistas da Firjan usaram dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os três grandes setores da economia (indústria, comércio e serviços). 

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, disse hoje (6) à Agência Brasil que somente 14 unidades da federação têm informações mensais para as pesquisas do IBGE. Juntos, esses estados representam 87,8% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) nacional.

Serviços

No setor de serviços, os estados da Bahia e do Ceará, que têm maior peso do setor no PIB, apresentam as piores taxas, de -16,2,% e -15,3%, respectivamente. “Os estados que têm atividade de serviços mais forte dentro da sua produção, do seu PIB, acabaram tendo mais bens impactados e sofrendo mais os revezes da pandemia do novo coronavírus, ao passo que os estados que têm indústria mais forte acabaram sofrendo menos”, afirmou.

No Rio de Janeiro, onde o setor tem peso de quase 70% no PIB, a queda foi de 8,6%. “São estados que têm atividade de turismo também muito forte”, destacou o economista. Em termos de país, a retração de serviços atingiu 8,3%.

Além da Bahia, do Ceará e do Rio de Janeiro, foram avaliados os resultados do Rio Grande do Sul (-13%), Pernambuco (-14,6%), Espírito Santo (-7%), São Paulo (-8,1%), Paraná (-10,6%), Goiás (-7,2%), Minas Gerais (-5,2%), Mato Grosso (-2,2%), Santa Catarina (-2,9%) e Pará (-0,7%). Na análise setorial, o setor de serviços teve taxa positiva somente no Amazonas (+0,6%), explicada pelo desempenho do segmento de logística, que teve grande escalada de demanda por conta do crescimento das vendas ‘online’.

Comércio e indústria

No comércio, metade dos estados analisados registrou taxa negativa. São eles Bahia (-8,5%), Rio Grande do Sul (-6,7%), Ceará (-5,7%), São Paulo (-4,4%), Rio de Janeiro (-4,2%), Goiás (-3,1%) e Paraná (-1,2%).

No Brasil, a atividade do comércio caiu 1,9% entre março de 2020 e fevereiro deste ano. Pará teve o melhor desempenho no comércio (+8,1%), explicado, principalmente, pelas vendas no e-commerce ( comércio eletrônico). O setor evoluiu de forma positiva também em Pernambuco e Mato Grosso (+0,1% cada), Santa Catarina (+1,9%), Amazonas (+2,4%), Minas Gerais (+2,8%) e Espírito Santo (+3,6%).

Segundo o economista, a indústria no Rio de Janeiro, em especial a indústria extrativa, conseguiu manter a trajetória de produção, “mesmo em ano de pandemia”. Isso fez com que a atividade industrial do estado impedisse uma queda maior da atividade econômica no estado. A atividade industrial caiu 2,1% no estado, nos 12 meses analisados, metade da queda registrada para o setor no Brasil (-4,2%).

A indústria registrou taxa positiva somente em Pernambuco (+3%) e no Pará (+0,1%). Nesse estado, o destaque vai para a indústria extrativa, impulsionada pelas exportações de mínério de ferro, informou Goulart.

As maiores quedas no setor industrial foram observadas no Espírito Santo (-13,9%) e na Bahia (-9,3%). Na Bahia, segundo Goulart, o estado sofreu muito com a queda da produção de veículos (-55,5% na taxa acumulada em doze meses até fevereiro de 2021), intensificada pelo fechamento da fábrica da Ford, em Camaçari.

Ranking

O estudo traça ainda um ranking de desempenho da atividade econômica, levando em consideração o peso de cada setor no respectivo PIB de cada estado. A percepção é que os estados com maior peso do setor de serviços no PIB tiveram a maior queda em sua atividade econômica nos doze meses avaliados. É o caso da Bahia (-13,5%) e do Ceará (-12%). No sentido inverso, o único estado com aumento da atividade foi o Pará (+0,6%).

Nos demais estados, a atividade econômica foi negativa no Rio Grande do Sul (-10,5%), em Pernambuco (-7,9%), no Espírito Santo (-7,7%), em São Paulo (-6,9%), no Paraná (-6,8%), no Rio de Janeiro (-6,6%), em Goiás (-5,1%), em Minas Gerais (-2,9%), no Mato Grosso (-2,5%), em Santa Catarina e no Amazonas (-2,1% cada).

Para a Firjan, diante do comportamento crítico da atividade econômica nos estados analisados, a velocidade e o sucesso do programa de imunização contra a covid-19 são fundamentais para que o país consiga superar a crise gerada pela pandemia.

A partir da identificação do padrão de recuperação das economias e dos três setores nesses estados, os economistas da federação pretendem atualizar o estudo, identificando a velocidade dessa recuperação.

Veja o gráfico:

Gráfico Firjan
Gráfico Firjan

Gráfico Firjan – Divulgação Firjan

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Com Informação da Agência Brasil

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