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Economia

Dólar cai para R$ 5,36 à espera de aumento na taxa Selic

O dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5,40 e caiu para o menor nível em uma semana.

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Dólar cai para R$ 5,36 à espera de aumento na taxa Selic

Num dia de expectativa em relação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5,40 e caiu para o menor nível em uma semana. A bolsa de valores recuperou-se da queda de ontem (4) e teve a maior alta diária em um mês.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (5) vendido a R$ 5,365, com recuo de R$ 0,066 (-1,21%). Esse é o menor valor desde 29 de abril, quando a moeda norte-americana tinha fechado em R$ 5,337.

A cotação chegou a subir para R$ 5,44 no início da sessão, mas despencou ao longo do dia. Na mínima da sessão, por volta das 15h50, o dólar chegou a ser vendido a R$ 5,35. A divisa acumula queda de 1,23% em maio e alta de 3,39% em 2021.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 119.564 pontos, com alta de 1,57%. Esse foi o melhor desempenho diário da bolsa desde 5 de abril. As ações da Petrobras, as mais negociadas no Ibovespa, tiveram altas superiores a 4%, impulsionadas pelo aumento da demanda internacional de petróleo.

Tanto fatores domésticos como externos impulsionaram o mercado nesta quarta-feira. No nível internacional, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, bateu recorde, estimulado pela recuperação da economia norte-americana num cenário de queda de casos de covid-19.

No cenário interno, a expectativa de que o Banco Central eleve a taxa Selic (juros básicos da economia) para 3,5% ao ano na reunião de hoje estimula a entrada de capitais no país. Caso o Banco Central aumente a taxa para 4% ao ano na próxima reunião do Copom, o Brasil estará com juros básicos semelhantes aos do México.


Com Informação da Agência Brasil

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Economia

De cada 10 indústrias, sete têm dificuldades para comprar insumos e matéria-prima

Para 88% das industrias, normalização da compra de insumos no setor só ocorre em 2022

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Segundo a CNI, 68% das indústrias tem dificuldade para comprar insumos e máterias prima

Em média, 68% das indústrias brasileiras tiveram dificuldades na compra de insumos e de matérias-prima, em outubro de 2021. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em fevereiro deste ano, o percentual era aidna maior, quando 73% das empresas relataram o problema. “Apesar da ligeira queda, a situação está bastante complicada e mais da metade das indústrias avalia que esse desajuste só terá fim a partir de abril de 2022”, informou a CNI.

Segundo a pesquisa, em 18 dos 25 setores da indústria de transformação consultados, mais de dois terços das empresas afirmaram que, mesmo em negociações com o valor acima do habitual, está mais difícil obter os insumos no mercado doméstico.

Problema atinge 90% das indústrias de calçados

De acordo com a CNI, 90% das indústrias de calçados têm dificuldades para comprar matéria-prima e insumos.
Indústria de calçados é o setor mais afetado da indústria brasileira pela falta de matéria-prima

As dificuldades na aquisição de matéria-prima e insumos atinge 90% do setor de calçados; 88% das indústrias de couro, 85% dos fabricantes de móveis; 79% da indústria química; 78% do vestuário e 78% das madeireiras, além de 77% das indústrias de equipamentos de informática e produtos eletrônicos e 76% do setor de bebidas.

Indústrias não conseguem importar insumos

Entre os setores que dependem de insumos importados, 18 deles também relataram o mesmo problema: a dificuldade de comprar a mercadoria, mesmo que se decida pagar a mais por ela.

Os setores mais afetados foram: farmacêuticos (88%), máquinas e materiais elétricos (86%), vestuário (85%), material plástico (84%), limpeza e perfumaria (82%), têxteis (81%) e móveis (80%).

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, há, pelo menos, três explicações para a falta de insumos gerada pela crise provocada pela pandemia de covid-19.

“Há um buraco na produção industrial que ainda não foi resolvido. A [pesquisa] Sondagem Industrial de outubro mostrou ajuste nos estoques, é uma condição importante, necessária para resolver o problema, mas é um primeiro passo. E esse ajuste ainda precisa se completar para uma série de setores”

Marcelo azevedo, gerente de análise econômica da cni

“Além disso, temos a expansão da demanda global de uma série de produtos, com os países voltando da crise. Esses fatores seguem provocando estresse nas linhas produtivas e a escassez de diversos insumos”, completou.

Segundo Marcelo Azevedo, há ainda um outro agravante composto pelo elevado custo da logística, alto preço e baixa qualidade dos contêineres. “Alguns países estão buscando alternativas para esse problema dos insumos, como desenvolver fornecedores locais, mas não é algo que se faça rapidamente nem depende só da ação da vontade, e envolve custos”, afirmou.

Construção civil

De acordo com a CNI, na construção civil o problema se agravou entre fevereiro e outubro deste ano. O percentual de construtores que disse ter dificuldade para obter insumo e matéria-prima passou de 72% para 75%.

Diante disso, a expectativa de um cenário de normalização da oferta de insumos é um pouco mais pessimista, em comparação com a indústria geral: 88% acreditam que a normalização de insumos só ocorrerá em 2022 e 9% das empresas esperam que haja normalização apenas em 2023. Nesse segmento, dos 27% que importam insumos, 80% deles sinalizaram dificuldades de acessar matérias-primas importadas.

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Economia

O Brasil entrou em recessão técnica

Dados do IBGE apontam queda de 0,1% no PIB do país no terceiro trimestre de 2021

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Economia Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da economia do país referentes ao terceiro trimestre do ano de 2021. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,1% no período.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Segundo a definição econômica, o termo recessão técnica é aplicado quando, por dois trimestres seguidos, a nação tem queda de atividade e, por consequência, na produção de bens e serviços. No segundo trimestre deste ano, entre abril e junho, a quada do PIB divulgada pelo IBGE foi de 0,4%.

Serviços teve uma alta de 1,1%. Setor corresponde a mais de 70% do PIB brasileiro.
Serviços teve alta de 1,1%. Setor responde por mais de 70% do PIB brasileiro

O Instituto constatou uma alta de 1,1% no PIB específico do setor de serviços, que responde por mais de 70% do PIB nacional, mas o indicador econômico foi puxado para baixo em razão, principalmente, da queda de 8% na agropecuária e também pelo recuo de 9,8% nas exportações de bens e serviços.

O desempenho da indústria, por sua vez, ficou estável (0%).

As movimentações deixam o PIB no mesmo patamar do fim de 2019 e início de 2020, período pré-pandemia, mas ainda 3,4% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 2,2 trilhões no terceiro trimestre.

Os dados demonstram que o país teve a segunda recessão técnica desde o início da pandemia do novo coronavírus. A queda é menor que a constatada no ano passado quando o PIB nacional desabou -2,2% no primeiro e -9,2% no segundo trimestre do ano passado. Esses períodos foram o de maiores impactos das medidas restritivas na economia.

Apesar do resultado negativo, PIB deve crescer em 2021

As estatísticas apontam ainda para um crescimento de 4% do PIB na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a economia nacional saltou 7,8%, em relação aos três meses anteriores, os mais afetados pela pandemia.

No acumulado do ano até setembro, a economia apresenta avanço de 5,7% na comparação a igual período do ano passado.

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