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Economia

Com pandemia, carioca vai ao supermercado apenas uma vez por mês

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Dívida pública sobe 0,85% em março e ultrapassa R$ 5,2 trilhões

Com a pandemia de covid-19, os consumidores do Rio de Janeiro estão procurando fazer as compras em supermercados apenas uma vez ao mês. É o que revela pesquisa feita pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) com 1,3 mil pessoas, entre os dias 22 e 25 de abril, em estabelecimentos das zonas norte e oeste da capital.

Entre os entrevistados, 84% disseram que destinavam um dia do mês para as compras e que o motivo principal era a pandemia, 10% responderam dois dias e 6% que vão semanalmente ao supermercado.

O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, disse que o percentual não surpreendeu e comprovou que os consumidores estão respeitando as normas de não aglomeração. Segundo Queiroz, o setor vem acompanhando o movimento ao longo da pandemia, e a ida limitada aos supermercados é um efeito claro e direto da situação e das orientações dadas aos consumidores. “Agora, 84% é um percentual que nos deixa bastante satisfeitos, porque vai ao encontro de toda a orientação de não aglomeração”, disse em entrevista à Agência Brasil.

No início da pandemia, o consumidor chegou a fazer uma corrida aos supermercados porque temia o desabastecimento. Queiroz destacou que isso mudou na medida em que a Asserj garantiu a manutenção dos produtos, monitorando toda a cadeia de consumo e trabalhando com estoques altíssimos.

“Se tivesse algum problema, ainda teríamos bastante estoque para consertar. A estratégia deu certo, e a população ajudou também. Quando ela olhou as gôndolas abastecidas, freou esse movimento e a gente foi navegando até hoje. Países muito mais desenvolvidos sucumbiram à tarefa de abastecer o seu povo em menos tempo. Não é o nosso caso, em absoluto”, afirmou.

Conforme a pesquisa, 60% dos entrevistados fazem as compras sozinhos, 36% têm um acompanhante e 4% vão com mais de três pessoas. Queiróz elogiou a mudança nos hábitos do consumidor, que atendeu aos pedidos do setor, mas disse que ainda é preciso melhorar. “Agradeço a esses 60% mas espero que possamos aumentar os números. O ideal, no momento, é fazer as compras sozinho”, reforçou.

Compras online

Queiróz destacou que permanece a preferência do consumidor pela compra de produtos congelados, produtos de higiene e limpeza, sucos e bebidas. Para ele, é natural que produtos ligados à saúde, como os de limpeza, estejam entre os mais procurados.

Desde o início da pandemia, os supermercados reforçaram o sistema de compras online e delivery para atender à demanda. No entanto, 96% dos entrevistados na pesquisa disseram que preferem comprar presencialmente e só 4% usam os canais digitais para isso.

Segundo o presidente da Asserj, a compra presencial é um hábito do consumidor, que, no entanto, passou a procurar também as entregas e, por isso, as lojas tiveram que se equipar, destacando uma área no depósito apenas para atender esse tipo de serviço e agilizar a chegada dos produtos aos consumidores. “Houve muita modificação no setor em relação ao delivery. Ficamos mais especializados, fizemos treinamentos mais constantes, principalmente no começo da pandemia, que foi uma loucura, mas o varejo responde rápido. Hoje a gente tem as entregas em prazo razoável.”

Protocolos de segurança

A confiança nos protocolos de segurança contra a covid-19 é importante para os consumidores e 88% relataram que se sentem seguros nos supermercados. “É um número altíssimo, muito bom a ser comemorado, mas sem arrefecer. Protocolos de segurança são para ser 100% cumpridos. Não tem tolerância. Fico feliz com 88% de aprovação. Tem investimento, mas tem, principalmente disciplina. É uma tarefa diária com os colaboradores e clientes para que cumpram os protocolos”, afirmou Queiróz, ressaltando que este é um comportamento que vai ficar depois da pandemia.

“Consumidores, mesmo no pós-pandemia, preferem ir a locais mais seguros, aqueles em que serão mais bem atendidos. Não estou dizendo que serão mal atendidos. Estou dizendo que a sensação de segurança do consumidor determinará o local onde ele fará as compras”, concluiu.

Edição: Redação
Com Informação da Agência Brasil

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Arábia suspende compra de carne de ave de 11 frigoríficos do Brasil

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Arábia susupende compra de carne de ave de 11 frigoríficos do Brasil

O governo brasileiro foi surpreendido com a informação de que a Arábia Saudita decidiu suspender a importação de carne de aves de 11 estabelecimentos brasileiros. Uma nota conjunta, assinada pelo Itamaraty e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirma que a notícia foi recebida “com surpresa e consternação”, sem que qualquer contato prévio tenha sido feita pelas autoridades sauditas.

Ainda segundo as autoridades brasileiras, nenhuma justificativa ou motivação para a suspensão foi apresentada. “A informação consta apenas em nova lista de plantas brasileiras autorizadas a exportar, publicada hoje pela Saudi Food and Drug Authority (SFDA), que exclui os referidos estabelecimentos, previamente permitidos”, informa a nota divulgada no início da noite de ontem (6).

Ainda segundo a nota, “apenas o Brasil foi objeto de atualização de lista de exportadores de carne de aves”. Diante da situação, o governo brasileiro informou que já está contatando as autoridades sauditas, bem como a embaixada em Brasília, na tentativa de esclarecer o ocorrido.

“O Brasil reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal, assegurados por rigorosas inspeções do serviço veterinário oficial. Há confiança de que todos os requisitos sanitários estabelecidos por mercados de destino são integralmente cumpridos”, informa o governo brasileiro.

A nota acrescenta que “todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão”, e que, caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial d Comércio (OMC).

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IGP-DI acumula inflação de 33,46% em 12 meses

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IGP-DI acumula inflação de 33,46% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 2,22% em abril, taxa superior à apurada em março (2,17%). Com isso, o índice acumula taxas de inflação de 10,38% no ano e de 33,46% em 12 meses. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A alta da taxa de março para abril foi puxada pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de 2,59% em março para 2,90% em abril.

Por outro lado, as taxas de inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, e do Índice Nacional de Custo da Construção caíram.

O Índice de Preços ao Consumidor passou de 1% em março para 0,23% em abril. Já o Índice da Construção recuou de 1,30% para 0,90% no período.

O que é o IGP-DI

Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGPDI) é um indicador do movimento de preços que cobre todo o processo produtivo, desde preços de matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos preços de produtos intermediários até os de bens e serviços finais.

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