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Economia

Consumo das famílias de Teresina cai em fevereiro

Pesquisa realizada pela FECOMERCIO mostra queda de 14,03% em relação ao mesmo período de 2020

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Uma pesquisa realizada pela FECOMERCIO apontou uma queda de 14,03% na Intenção de Consumo das Famílias de Teresina – ICF quando comparado os mesde de fevereiro de 2020 e o mesmo período deste ano.

Os dados foram levantados pelo Instituto FECOMERCIO de Pesquisa e Desenvolvimento. O índice ICF varia de 0 a 200 pontos, sendo a variação entre 100 a 200 considerado zona de otimismo e abaixo de 100 caracteriza-se como pessimismo.

Em relação aos dois primeiros meses de 2021, o ICF atingiu 99,3 pontos em fevereiro enquanto que no mês passado o indicador foi de 100,8 pontos, o que representa um recuo de 1,49% no período.

Fevereiro é um mês de queda no consumo

De acordo com a FECOMERCIO, o mês de fevereiro sempre tem uma queda no Consumo. Segundo a Federação, o mês de janeiro apresenta sempre maiores volumes de compras em razão das matrículas em escolas particulares e material escolar, além dos impostos e IPVA dos carros e motos.

A pesquisa foi dividida em 7 componentes: Emprego Atual, Perspectiva Profissional, Renda, Crédito, Nível de Consumo, Perspectiva de Consumo, Bens Durávels.

Emprego atual

Sobre a situação do Emprego Atual este componente da pesquisa atingiu 117,3 pontos, abaixo 2,4 pontos percentuais em relação à pesquisa de janeiro, que atingiu 119,7 pontos.

Comparado ao mesmo período de 2020, 27,9% dos entrevistados disseram que estão mais seguros nos seus empregos e 24,3% afirmaram que a situação de emprego está igual ao ano passado. Entretanto, 37,0% encontravam-se desempregados na época das entrevistas o que culminou negativamente para o resultado.

A manutenção do emprego impacta diretamente na intenção do consumo das famílias porque pessoas que estão empregadas têm potencialmente condições de consumir bens e serviços.

Perspectiva profissional

Quanto a Perspectiva Profissional, neste mês de fevereiro o índice Perspectiva Profissional alcançou 128,6 pontos, resultado acima da pesquisa de janeiro que atingiu 128,3 pontos. A maior parte das famílias empregadas com carteira assinada (61,5%) considera positivo o cenário para os próximos seis meses, acreditando que poderá haver melhora nos seus salários em virtude das reformas.

Renda

Para 40,8% dos entrevistados em Teresina, a Renda Atual do Consumidor está melhor do que no mesmo mês (fevereiro) do ano passado. Outros 40,2% disseram que a Renda Atual ficou igual a do ano de 2020.

Compras a Prazo

O Índice de Confiança referente a acesso ao Crédito, no mês de fevereiro de 2021, para os consumidores teresinenses alcançou apenas 77,2 pontos. Na realidade a desaceleração do Consumo das Famílias está relacionada principalmente ao comportamento do crédito às pessoas e, como este vem ficando cada vez mais caro, o consumidor está mais cauteloso na hora de ir às compras. Como a avaliação deste componente é realizada levando em consideração a classe social do entrevistado, percebe-se que o maior percentual de otimismo está no grupo que fatura acima de 10 salários mínimos (114,7 pontos).

Consumo Atual

Com relação ao componente Consumo Atual, os entrevistados declararam uma queda de 8 pontos percentuais de janeiro para fevereiro uma vez que 31,3% dos teresinenses afirmaram que estão comprando mais em fevereiro, e em janeiro o percentual foi maior ( 39,3% citados na pesquisa ).

O grupo das famílias que faturam acima de 10 salários mínimos, 71,2% disseram que consumiram mais em janeiro, enquanto que fevereiro foi de 47,1%. As famílias que responderam que estão consumindo a mesma coisa em janeiro era 37,9% e em fevereiro passou para 28,2%, com recuo de 24,1 pontos percentuais.

A confiança de janeiro era de 116,4 pontos e em fevereiro passou para 91 pontos. As desvantagens deste indicador de fevereiro foram dois fatores que inibiram as compras, o carnaval que não teve o mês de 28 dias, menor que os outros.

Perspectivas de Consumo

O índice situou-se em 106,7 pontos, indicando pequeno grau de otimismo. Com relação ao mês anterior houve uma estabilidade porque o otimismo foi de 106,6 pontos e, deste modo, apenas 34,6% das famílias considera o cenário positivo para os seis meses seguintes, em função das promessas do auxílio emergencial. Porém 37,5% acreditam que a situação vai ser a mesma do ano passado.

Bens Duráveis

O índice que mede as vendas de Bens Duráveis tipo TV, eletrodomésticos, geladeira e outros foi o menor de todos os indicadores, que alcançou apenas 52,6 pontos. Paradoxalmente para quem ganha acima de 10 salários mínimos o índice (de duráveis) ficou em 105,9 pontos.

A razão principal para o consumidor de maior poder aquisitivo procurar os bens duráveis neste mês fundamenta-se no fato de saber que sempre nos inícios dos anos o setor Comércio realiza grandes promoções e só os que têm alguma reserva são os beneficiados. Outra justificativa plausível é o fato de que há mais facilidade de crédito para esta classe.

A pesquisa foi conduzida por Raimundo Nonato Augusto da Paz, assessor econômico da FECOMERCIO/PI e do Instituto FECOMERCIO de Pesquisa e desenvolvimento

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