O professor Jeferson Lacerda Probo, de 50 anos, concluiu a Maratona de Aracaju 2026, em Sergipe, no domingo (1º), sete anos após passar por um transplante de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Morador de Teresina, Jeferson enfrentava uma doença hepática grave associada à hemocromatose e a um histórico de obesidade antes da cirurgia, realizada em novembro de 2019. Segundo ele, o transplante foi necessário para que pudesse continuar vivendo.
Após o procedimento, o professor adotou uma rotina mais ativa e passou a disputar corridas de rua, provas de 10 quilômetros, meias-maratonas, triatlos e os Jogos Mundiais para Transplantados, realizados na Austrália em 2023.
Para concluir a maratona, Jeferson percorreu 42,195 quilômetros. A preparação incluiu acompanhamento médico contínuo, uso de medicamentos imunossupressores, cuidados com a alimentação e exames periódicos.
Ele afirmou que começou a participar de corridas em 2020, aprendeu a nadar posteriormente e disputou o primeiro triatlo em 2022. Para Jeferson, a prova em Aracaju mostrou que a vida após um transplante pode incluir novos projetos e conquistas.
Até outubro, 49.695 pessoas aguardavam por um órgão compatível no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. No Piauí, a fila tinha 543 pacientes.
A lista de transplantes é administrada pelo SUS e reúne pacientes das redes pública e privada. A ordem considera o tempo de inscrição, a gravidade do caso e a compatibilidade entre doador e receptor.
Fonte: g1