O Google e outras empresas de tecnologia desmantelaram, em 5 de novembro de 2026, uma rede que controlava mais de 1,3 milhão de aparelhos em 170 países. O Brasil foi o segundo país mais afetado, atrás da Malásia, segundo a Trend Micro.
A maioria dos dispositivos era formada por TV boxes com Android que saíam de fábrica com o malware XCPE, sem que os usuários precisassem acessar links suspeitos. O programa também foi identificado em equipamentos de telemedicina, máquinas de karaokê e sistemas de sinalização digital.
Segundo o Google, a fabricante Videostrong, sediada em Shenzhen, na China, instalava o programa nos aparelhos e vendia a criminosos o acesso aos dispositivos. Eles eram usados para simular visualizações de anúncios e gerar receitas com publicidade.
A empresa afirmou que a Videostrong ocultava o malware para burlar testes de compatibilidade e segurança e conseguia carregar o código depois da primeira ativação do aparelho. De acordo com o Google, a prática ocorria desde o fim de 2024.
O Google informou que rompeu relações com a fabricante e a proibiu de produzir ou vender aparelhos Android certificados e de fornecer software a outros fabricantes certificados. A empresa também disse ter alterado o processo de revisão de dispositivos.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que não participou da operação, afirmou que combate a venda de produtos não homologados por causa dos riscos aos consumidores e às redes de telecomunicações. A ação envolveu a Agência Nacional de Polícia do Japão e as empresas Lumen, HUMAN Security, Plume, Synthient e TrendAI.
Fonte: g1