A autópsia preliminar aponta para um possível traumatismo torácico acidental como causa da morte do atacante Jesús de Miguel, do Tenerife, que sofreu uma parada cardiorrespiratória após colidir com o goleiro Jesús Owono, do FC Andorra, durante uma partida da segunda divisão espanhola na segunda-feira (2).
O laudo foi divulgado dois dias após a morte do jogador, de 30 anos, e ainda não esclarece completamente as circunstâncias do episódio. A informação foi publicada pelo jornal espanhol El Día, que teve acesso ao relatório do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Santa Cruz de Tenerife.
O documento está em posse da juíza responsável pela investigação. As autoridades ainda devem reunir outros elementos para avaliar o que aconteceu e possíveis responsabilidades, incluindo informações sobre o atendimento prestado no gramado e a transferência do atleta para o hospital.
O choque ocorreu nos minutos finais da partida, no estádio Heliodoro Rodríguez López, em Tenerife. De Miguel corria em direção a uma bola longa quando Owono saiu da área para tentar interceptar a jogada.
Após a colisão, o atacante caiu desacordado. As equipes médicas fizeram os primeiros atendimentos no campo, e o jogador foi levado de ambulância ao Hospital Universitário Nuestra Señora de Candelaria, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva.
Durante o atendimento, De Miguel sofreu uma parada cardiorrespiratória. Os profissionais realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar e recuperaram os sinais vitais do atleta.
Um impacto forte no tórax pode causar lesões no coração e em outras estruturas do sistema cardiovascular. Uma possibilidade mais rara é a commotio cordis, uma parada cardíaca súbita provocada por um golpe no peito em um momento específico do ciclo elétrico do coração.
Até o momento, não há confirmação de que De Miguel tenha sofrido commotio cordis. O laudo preliminar indica um possível traumatismo torácico acidental, mas não determina sozinho o mecanismo exato que provocou a parada cardiorrespiratória. A investigação médica e judicial dependerá também da análise dos documentos do atendimento e do relatório definitivo da autópsia.
Fonte: O Globo