O democrata Troy Jackson, de 58 anos, venceu em 3 de novembro de 2026 a disputa pelo Senado dos Estados Unidos pelo Maine e derrotou Susan Collins, republicana que ocupava a cadeira desde 1996.
Ex-lenhador e ex-presidente do Senado estadual do Maine, Jackson encerrou a sequência de reeleições de Collins, que havia conquistado cinco mandatos. A vitória ajuda os democratas na tentativa de alcançar a maioria no Senado americano.
Collins é considerada uma republicana moderada e já fez críticas ao presidente Donald Trump. Ela também era a última senadora republicana remanescente da Nova Inglaterra, região no nordeste dos Estados Unidos.
A campanha foi marcada pelo debate sobre o custo de vida, sobretudo o preço dos combustíveis. Os dois candidatos defenderam ainda o setor de pesca de lagosta, uma das principais atividades econômicas do Maine.
Jackson iniciou sua trajetória política no fim dos anos 1990, após trabalhar como madeireiro. Ele foi eleito para a Câmara dos Representantes do Maine, ascendeu no Partido Democrata e presidiu o Senado estadual entre 2018 e 2024.
O democrata defende um populismo econômico progressista, critica a influência de grandes corporações e apoia um sistema universal de saúde nos moldes do Medicare para Todos. Ao longo da carreira, mudou de posição em temas sociais: antes contrário ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, passou a apoiar medidas progressistas e ajudou a aprovar uma legislação permissiva sobre o aborto no Maine.
Jackson não era o candidato inicialmente escolhido pelos democratas. Ele entrou na disputa após Graham Platner abandonar a corrida por causa de uma acusação de estupro e foi escolhido em uma convenção extraordinária, com 566 votos favoráveis e cinco contrários.
Durante a campanha, Collins chamou Jackson de "Bernie Bro", expressão associada a apoiadores do senador Bernie Sanders. O Partido Republicano do Maine também tentou vinculá-lo a Platner, enquanto um fundo republicano de financiamento de campanhas o descreveu em anúncio como "Graham Platner, só que pior", com base em relatos sobre um suposto temperamento explosivo do democrata.
Fonte: O Globo