O GLOBO testou, em 4 de novembro de 2026, o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple. O aparelho combina a experiência de um iPhone com recursos de uso associados ao iPad, como navegação em tela ampliada e multitarefa.
O modelo tem tela externa de 5,4 polegadas e painel interno de 7,6 polegadas. Equipado com o mesmo chip do iPhone 18 Pro, o Duo é o aparelho mais caro da linha da Apple no Brasil, com preços a partir de R$ 22 mil.
Quando está aberto, o sistema posiciona os quatro aplicativos do Dock na lateral da tela. A configuração foi adaptada para facilitar a navegação e reduzir toques acidentais durante o manuseio.
O teclado pode ser usado no formato completo ou dividido em duas partes. O aparelho também permite abrir aplicativos simultaneamente, ajustar o espaço de cada um e salvar combinações para acessá-las novamente.
O Duo pesa 254 gramas, contra 249 gramas do iPhone 18 Pro Max. A espessura é de 11,3 milímetros quando fechado e de 5,2 milímetros quando aberto, enquanto o Pro Max tem 8,75 milímetros.
A tela interna oferece mais espaço para assistir a filmes, ler, jogar e trabalhar. Já o painel externo permite usar o aparelho fechado como um smartphone convencional. Entre os pontos que exigem adaptação está a posição dos botões laterais, que pode mudar de referência quando o aparelho é virado.
O leitor de impressões digitais desbloqueia o telefone rapidamente, embora exija manter o dedo em contato por um instante. A tela com tecnologia nano-texture reduz reflexos, e a bateria superou um dia de uso durante os testes.
O aparelho não apresentou problemas na tela durante o período de avaliação do GLOBO. O texto também menciona relatos de usuários sobre problemas na dobradiça em situações envolvendo quedas acidentais.
O conjunto de câmeras reúne duas lentes Fusion de 48 megapixels e três níveis de zoom. Entre os recursos estão a prévia do enquadramento na tela externa, o disparo pelo botão de volume, a personalização do Controle da Câmera e a Captura Inteligente, que pode fazer registros automaticamente ao identificar mudanças de pose.
Aplicativos como Instagram, Facebook, Netflix e ChatGPT adaptam seus controles ao formato aberto e à divisão da tela. No Netflix, por exemplo, é possível assistir ao conteúdo com o aparelho totalmente aberto ou parcialmente dobrado.
O preço é apontado como uma barreira para quem busca apenas um smartphone. O modelo atende principalmente usuários interessados em reunir funções de telefone e tablet em um único aparelho.
Fonte: O Globo