As eleições de meio de mandato realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro de 2026 renovam parte do Congresso e escolhem governadores, mas não definem o presidente do país. Donald Trump permanece no cargo, e a próxima eleição presidencial está marcada para 2028.
As chamadas midterms ocorrem na metade do mandato presidencial de quatro anos e funcionam como uma avaliação do governo em exercício. Em 2026, os eleitores escolheram representantes para as 435 cadeiras da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e governadores em 36 estados.
Os parlamentares eleitos tomarão posse em janeiro de 2027 e terão mandato até 2029. Trump, eleito em 2024, não disputou a votação, e seu segundo mandato termina em janeiro de 2029.
O resultado das eleições pode alterar a capacidade do presidente de aprovar projetos e implementar sua agenda nos dois últimos anos de governo. Até então, os republicanos controlavam as duas Casas do Congresso, mas enfrentavam insatisfação relacionada ao custo de vida e à condução da economia.
Na Câmara, todas as 435 cadeiras são renovadas a cada dois anos, e cada distrito eleitoral escolhe um representante. No Senado, os 100 assentos são distribuídos igualmente entre os 50 estados, com mandatos de seis anos e renovação aproximada de um terço das vagas a cada dois anos.
A apuração é organizada por autoridades estaduais e locais, sem um órgão nacional equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro. Os primeiros resultados podem sair na noite da votação, mas disputas apertadas podem levar dias para serem definidas, especialmente quando há grande volume de votos enviados pelo correio.
As eleições estaduais não alteram diretamente o controle do Congresso federal, mas definem os responsáveis pelo Executivo dos estados e podem influenciar políticas locais. Os governadores administram os orçamentos estaduais, sancionam ou vetam leis e estabelecem prioridades em áreas como educação, saúde e segurança pública.
Fonte: O Globo