Os democratas conquistaram a Câmara e o Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro de 2026, resultado que enfraqueceu o presidente Donald Trump nos dois últimos anos de seu mandato.
Após a derrota, Trump adotou um tom conciliador e afirmou estar disposto a trabalhar com os democratas. Segundo análise citada pela AFP, porém, o presidente ainda pode reagir com confrontos políticos quando se sentir pressionado.
Entre os instrumentos à disposição de Trump estão o veto a projetos aprovados pelo Congresso e a edição de decretos presidenciais. Veículos de comunicação também informaram que o governo planeja usar decretos para endurecer políticas migratórias.
Na política externa, o presidente ainda pode retomar os ataques contra o Irã. Trump afirmou à Fox News que busca um acordo para encerrar o conflito iniciado em fevereiro, em conjunto com Israel, mas disse que poderia terminar o trabalho caso não haja entendimento.
Trump também descartou especulações sobre uma possível demissão do secretário de Defesa, Pete Hegseth. Para o analista Ryan Hass, da Brookings Institution, o presidente não gostaria de associar seu legado à imagem de um belicista.
O presidente pretende ainda pressionar a Ucrânia a aceitar um entendimento com a Rússia. Conversas trilaterais estão previstas para a próxima semana, em Abu Dhabi, mas a derrota eleitoral pode reduzir a influência de Trump sobre líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin.
Outra frente é a construção de um legado físico em Washington. Trump tem concentrado atenção na reforma do espelho d’água do Memorial Lincoln e em um salão de festas de US$ 400 milhões em construção na Casa Branca, cuja conclusão ele espera para o fim de 2028.
Fonte: O Globo