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quarta-feira, 04 de novembro de 2026

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ECONOMIA

Ana Botín diz que questão fiscal é desafio global

Ana Botín afirma que a questão fiscal é um desafio global e defende reformas previdenciárias e tributárias para a economia digital.

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A presidente executiva do Santander, Ana Botín, afirmou nesta quarta-feira, 4 de novembro, em Madri, que a questão fiscal é um desafio mundial, e não exclusivo do Brasil. A declaração ocorreu durante o XXII Encontro Santander América Latina.

Segundo Botín, os países tentam administrar uma economia digital com regras tributárias estruturadas para a era industrial. Ela defendeu um novo contrato social e mudanças nos sistemas previdenciários diante do aumento da expectativa de vida.

A executiva citou a elevação da idade de aposentadoria na Espanha para 67 anos e afirmou que permitir que as pessoas trabalhem por mais tempo é necessário para preservar as garantias sociais. Para ela, reformas estruturais no Brasil e na Europa exigem esforço elevado.

Botín também elogiou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por, segundo ela, oferecer sinais de confiança aos mercados. A executiva afirmou que o Banco Central brasileiro tem independência equivalente ou superior à de instituições de países desenvolvidos.

Ela ainda destacou a solidez das instituições brasileiras e o sistema de freios e contrapesos entre os Poderes. Na avaliação da executiva, o Brasil melhorou gradualmente na última década ou nas últimas duas décadas, independentemente de quem esteja no poder.

Como exemplo da confiança no país, Botín mencionou a oferta voluntária de permuta em andamento para adquirir aproximadamente os 10% restantes do capital do Santander Brasil que ainda não pertencem à controladora espanhola. Os acionistas minoritários que aderirem receberão BDRs da matriz espanhola em troca de suas ações.

Para 2027, o Santander prevê oferecer 100 bilhões de euros em novos créditos para a América Latina. Botín afirmou que a região é estratégica para o banco e tem recursos, indústria diversificada, empreendedorismo e talento.

O banco também planeja expandir a plataforma digital Openbank para Colômbia e Peru e, futuramente, para o Brasil. Lançado no México, o serviço tem 1,6 milhão de clientes; nos Estados Unidos, acumula US$ 11 bilhões em depósitos, segundo a executiva.

Fonte: O Globo

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