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quarta-feira, 04 de novembro de 2026

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JUSTIÇA

Advogados de Christa Pike apontam possível doença rara no sangue

Advogados dizem que Christa Pike tinha possível doença rara no sangue antes de sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal.

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Christa Pike, detenta americana de 50 anos, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal e teve uma possível doença rara no sangue revelada por seus advogados dois meses depois do procedimento.

Segundo a revista People, a defesa afirmou que Pike poderia ter uma neoplasia mieloproliferativa, condição associada à produção excessiva de células sanguíneas. O documento citava níveis elevados de plaquetas, quadro conhecido como trombocitose, e alertava para riscos adicionais durante a execução.

Os advogados disseram que o excesso de plaquetas poderia aumentar o risco de edema pulmonar grave, com sensação de sufocamento ou afogamento. Eles também mencionaram problemas nas veias de Pike, que poderiam dificultar a aplicação dos medicamentos.

Durante a tentativa, profissionais fizeram várias tentativas de inserir agulhas nos braços da detenta. Pike reclamou de dores intensas em um deles, enquanto o procedimento foi interrompido após a administração de duas doses letais.

A defesa havia pedido que a injeção letal não fosse utilizada, alegando problemas crônicos no sistema sanguíneo, mas o pedido foi rejeitado. Depois da interrupção, Pike foi levada a um hospital e retornou ao encarceramento dias mais tarde.

As neoplasias mieloproliferativas são doenças da medula óssea que provocam a produção excessiva de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas. Uma delas é a trombocitemia essencial, que pode elevar o risco de coágulos, trombose, acidente vascular cerebral, infarto e hemorragias.

Pike está no corredor da morte há mais de 30 anos, após ser condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.

Fonte: O Globo

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