Christa Pike, detenta americana de 50 anos, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal e teve uma possível doença rara no sangue revelada por seus advogados dois meses depois do procedimento.
Segundo a revista People, a defesa afirmou que Pike poderia ter uma neoplasia mieloproliferativa, condição associada à produção excessiva de células sanguíneas. O documento citava níveis elevados de plaquetas, quadro conhecido como trombocitose, e alertava para riscos adicionais durante a execução.
Os advogados disseram que o excesso de plaquetas poderia aumentar o risco de edema pulmonar grave, com sensação de sufocamento ou afogamento. Eles também mencionaram problemas nas veias de Pike, que poderiam dificultar a aplicação dos medicamentos.
Durante a tentativa, profissionais fizeram várias tentativas de inserir agulhas nos braços da detenta. Pike reclamou de dores intensas em um deles, enquanto o procedimento foi interrompido após a administração de duas doses letais.
A defesa havia pedido que a injeção letal não fosse utilizada, alegando problemas crônicos no sistema sanguíneo, mas o pedido foi rejeitado. Depois da interrupção, Pike foi levada a um hospital e retornou ao encarceramento dias mais tarde.
As neoplasias mieloproliferativas são doenças da medula óssea que provocam a produção excessiva de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas. Uma delas é a trombocitemia essencial, que pode elevar o risco de coágulos, trombose, acidente vascular cerebral, infarto e hemorragias.
Pike está no corredor da morte há mais de 30 anos, após ser condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.
Fonte: O Globo