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terça-feira, 03 de novembro de 2026

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POLÍTICA

Tereza Cristina mantém candidatura à Presidência do Senado

Tereza Cristina mantém candidatura ao Senado e busca apoio de dissidentes do PL e do Centrão para enfrentar Rogério Marinho.

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a candidatura à Presidência do Senado e busca apoio de integrantes do Centrão e dissidentes do PL que resistem ao nome de Rogério Marinho (PL-RN). A eleição está marcada para 1º de fevereiro.

A movimentação ocorre enquanto o PL sustenta o lançamento da candidatura de Marinho, previsto para 4 de novembro, e a oposição tenta se organizar para enfrentar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou apoio à recondução de Alcolumbre. Em nota, os presidentes das siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, afirmaram que a continuidade do senador contribuiria para a estabilidade institucional e o equilíbrio político.

A decisão, porém, enfrenta dissidências. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) declarou que não votará em Alcolumbre, contrariando a orientação partidária. Como a votação será secreta, Tereza pretende buscar apoios individuais entre os senadores.

Uma ala do PL próxima ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, demonstra simpatia pela candidatura da senadora. Integrantes desse grupo avaliam que Marinho enfrenta resistências entre partidos de centro e defendem uma composição em torno de Tereza para ampliar as chances da oposição.

Tereza e Marinho se reuniram na semana passada para discutir a unificação da oposição, mas não chegaram a um acordo. Os dois mantiveram as próprias candidaturas, enquanto a senadora acompanha a evolução das articulações para tentar conquistar novos votos.

Aliados de Tereza também contestam as projeções do grupo de Alcolumbre, que afirma reunir 48 votos. Segundo os aliados, o atual presidente do Senado teria entre sete e oito votos a menos, porque alguns parlamentares aparecem simultaneamente nas contas de diferentes candidaturas.

A senadora também pretende apresentar sua candidatura como alternativa à disputa entre Marinho e Alcolumbre e defender maior espaço para lideranças femininas na direita. Ela não descarta a discussão de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, mas seus aliados afirmam que a próxima legislatura deve priorizar também reformas econômicas.

Com 29 senadores do PL e três eleitos pelo Novo, a oposição calcula uma base potencial de 32 parlamentares contrários à reeleição de Alcolumbre. O número não representa necessariamente apoio fechado a Marinho, e Republicanos, Podemos e PSDB, que somarão 16 senadores, também são alvo das articulações.

Fonte: O Globo

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