O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou indiretamente, em publicação na rede social X em 3 de novembro de 2026, a atuação de Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mendes afirmou que o colegiado da Corte garantiu que a disputa ocorresse dentro das regras democráticas.
Segundo o ministro, espera-se do presidente do órgão responsável pela organização das eleições uma postura de “árbitro equidistante”, conforme previsto na Constituição. Ele também declarou que silêncios e hesitações podem abrir espaço para decisões contraditórias e levar outras instâncias a agir.
A atuação de Nunes Marques na presidência do TSE foi criticada por colegas do STF e da própria Corte eleitoral. Entre os episódios citados está a tentativa de suspender o canal de WhatsApp “Exército de Lula”, ordem posteriormente suspensa pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva e considerada inviável por decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques.
Também houve queixas sobre a falta de posicionamento diante de relatos de ausência de ônibus em cidades do Nordeste. O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão da votação em todo o país por mais duas horas, medida que, segundo o conteúdo original, ocorreu quando algumas urnas já haviam sido lacradas.
De acordo com o texto, 35 mil votos foram registrados após as 17h. A decisão alimentou críticas e teorias de fraude eleitoral divulgadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e por aliados.
Fonte: O Globo