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terça-feira, 03 de novembro de 2026

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JUSTIÇA

Clubes discutem no STF impactos da proibição das apostas esportivas

Flamengo, Fluminense e Botafogo participam de audiência no STF sobre os impactos da proibição das apostas esportivas.

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Flamengo, Fluminense e Botafogo participam nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, sobre os impactos financeiros da proibição das apostas esportivas no Brasil.

Os três clubes serão os primeiros a apresentar argumentos ao ministro Luiz Fux, relator das ações que contestam a Medida Provisória 1.394/2026, editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro.

Também participam da audiência Grêmio, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Ao todo, 34 representantes de órgãos públicos, entidades esportivas e empresas serão ouvidos entre 10h e 17h30, com dez minutos destinados a cada participante.

A programação foi ampliada após a Advocacia-Geral da União (AGU) apontar predominância de representantes do setor de apostas e de entidades esportivas na lista inicial.

A medida provisória proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. Empresas do setor questionam a constitucionalidade da norma e alegam prejuízos econômicos e insegurança jurídica, enquanto o governo defende a proibição como forma de combater o endividamento das famílias e os danos sociais associados às apostas.

A audiência foi convocada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que pede a suspensão da medida e o reconhecimento de sua inconstitucionalidade. Outras três ações também questionam a MP no Supremo, mas não haverá decisão sobre a validade da proibição durante a sessão.

A medida provisória tramita no Congresso Nacional e tem vigência prevista até 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. Para se tornar permanente, a proibição precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Fonte: O Globo

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