As investigações sobre a saída do ex-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos apuram a participação de um ex-agente do Mossad, serviço de inteligência de Israel.
Registros de imigração e ex-agente israelense entram na investigação sobre saída de Flávio
Reportagem do Fantástico aponta três registros de entrada na Argentina em 34 minutos; defesa do senador nega fuga
A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil envolve registros migratórios divergentes e a possível participação de um ex-integrante do serviço de inteligência de Israel. Segundo reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (1º), o sistema argentino registrou três entradas do parlamentar na noite de 27 de outubro, com documentos diferentes.
Os lançamentos ocorreram às 22h37, com passaporte italiano; às 22h40, com carteira de motorista; e às 23h11, com passaporte brasileiro. Os dois últimos foram cancelados. Os registros não demonstram, por si só, três travessias físicas da fronteira.
A reportagem também aponta um ex-oficial do Mossad entre os passageiros de outra van que seguiu para a Argentina. A presença dele não comprova participação institucional do serviço de inteligência israelense.
De Puerto Iguazú, Flávio e a família embarcaram em um jato executivo, fizeram escala no Equador e chegaram a Miami na manhã de quarta-feira (28). A viagem ocorreu após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para a entrega dos passaportes do senador.
Ao Fantástico, o advogado Frederick Wassef negou que a viagem tenha sido uma fuga. A assessoria de Willer Tomaz também negou que aeronave pertencente ao advogado ou a empresas de sua família tenha transportado Flávio ou seus familiares para fora do Brasil.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou participação dos Estados Unidos nos preparativos da saída. Segundo ele, o governo autorizou a entrada do senador no país.
A informação foi divulgada pelo programa Fantástico neste domingo (1º).
Fonte: O Globo