O cerco a Hebron, na Cisjordânia ocupada, terminou nesta segunda-feira (2), após dez dias, anunciou o governador da região, Khaled Dudin. Segundo ele, o Exército de Israel deixou a cidade palestina e os moradores deslocados começaram a retornar.
Dudin afirmou que as forças de segurança palestinas assumiram o controle da área e que as autoridades monitoram a situação para criar condições para o retorno seguro da população.
O prefeito de Hebron, Youssef al-Jaabari, disse à rede Al Jazeera que foi informado da retirada às 6h no horário local, 1h em Brasília. Ele afirmou que as cinco universidades da cidade ficaram fechadas durante o cerco e que crianças e universitários começaram a voltar às atividades.
Durante o bloqueio, moradores não podiam entrar ou sair de Hebron, enquanto atividades econômicas, escolas, serviços de saúde e a prefeitura foram interrompidos. Um repórter da Al Jazeera relatou que carros de famílias começaram a retornar após o anúncio do fim do cerco.
Moradores ouvidos pela rede afirmaram que soldados israelenses destruíram interiores de casas usadas como postos militares. Também houve relatos de roubo de dinheiro e objetos pessoais, segundo a emissora.
O cerco começou em 23 de outubro, depois que dois palestinos realizaram um ataque a tiros que matou dois soldados israelenses e feriu outros três. As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter matado posteriormente os dois autores do ataque.
De acordo com estimativa divulgada pela Al Jazeera, mais de 3.300 palestinos de 537 famílias foram deslocados ou afetados pela operação. Pelo menos 317 lojas fecharam, e 15 casas e outras estruturas foram demolidas, segundo informações do governadorado de Hebron.
Fonte: O Globo