A startup Dimensional publicou no início de outubro uma oferta de emprego para pessoas passearem com cães-robôs pelas ruas de São Francisco, nos Estados Unidos. A vaga oferecia US$ 20 por hora e não exigia experiência prévia.
Os passeadores deveriam conduzir os robôs por quatro a seis horas para ajudar a empresa a registrar dados sobre a circulação das máquinas em ambientes urbanos. O trabalho também poderia incluir carregar os equipamentos, que pesam cerca de 15 quilos, caso eles parassem por superaquecimento.
Os robôs usados pela empresa são fabricados pela chinesa Unitree e podem ser controlados por controle remoto ou aplicativo. A Dimensional comprou mais de 100 cães-robôs e 50 robôs humanoides de fabricantes dos Estados Unidos, da China e da Alemanha, segundo o fundador Stash Pomichter.
A startup desenvolve um sistema operacional de código aberto para robôs e pretende integrá-los a agentes de inteligência artificial. A meta é permitir que as máquinas atuem de forma mais independente em fábricas, data centers, canteiros de obras e funções de segurança.
Segundo Pomichter, testes mostraram que os agentes de inteligência artificial ainda têm desempenho inferior ao de humanos no controle dos robôs. Por isso, a empresa usa passeadores para produzir dados, chamados pelo fundador de "verdade de terreno", enquanto câmeras e sensores registram os percursos.
A Dimensional também testou um cão-robô como patrulheiro noturno em seu escritório. Em outro caso citado na reportagem, um cão-robô patrulha um complexo de apartamentos em Atlanta enquanto uma pessoa o supervisiona remotamente das Filipinas.
A circulação dos robôs pelo bairro de Dogpatch provocou reações variadas. Um homem enviou mensagens ameaçadoras a um funcionário da empresa, alegando que os equipamentos seriam usados como armas; a Dimensional informou o caso à polícia.
Fonte: O Globo