A Binance começou a restabelecer os saques de clientes neste domingo (1º), após um ataque em que hackers tentaram desviar mais de US$ 6 bilhões em criptomoedas. O FBI atribuiu a invasão ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte.
A corretora retomou os saques de Bitcoin depois das 14h, no horário de Singapura, mais de dois dias após suspender as operações. A primeira fase incluiu 15 tokens, entre eles Ether, USDT e USDC.
Segundo a Binance, os saques em 12 redes blockchain, incluindo Ethereum, BNB Smart Chain, XRP e Base, haviam sido restabelecidos por volta das 19h30. A empresa informou que adotou uma retomada gradual, com verificações de estabilidade e segurança antes da reabertura de cada rede.
O FBI afirmou que os responsáveis estão convertendo os ativos roubados principalmente em Ethereum. De acordo com o órgão, os recursos podem passar por novas etapas de lavagem de dinheiro com serviços de finanças descentralizadas e plataformas de troca instantânea de criptomoedas.
A Binance disse que já repôs cerca de 90% das criptomoedas roubadas, usando recursos do caixa corporativo, de fundos de emergência e de seguro. A empresa também se comprometeu a arcar integralmente com as perdas dos usuários, sem repassar os custos aos clientes.
O valor total do prejuízo ainda não foi esclarecido. A corretora informou que cerca de US$ 3 bilhões em ativos afetados haviam sido congelados até sexta-feira, mas ressaltou que o congelamento não significa recuperação dos recursos.
O impacto imediato no mercado foi limitado, segundo a reportagem. A maioria das principais criptomoedas registrava variação inferior a 1% neste domingo, enquanto o Bitcoin era negociado em torno de US$ 78 mil.
A Binance afirmou anteriormente que o incidente pode ter envolvido o comprometimento do notebook de um engenheiro de software e outros pontos de invasão. A empresa disse não ter encontrado evidências de vazamento de chaves privadas.
Fonte: O Globo