Em uma transmissão realizada em 30 de outubro de 2026, nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a mulher, Fernanda, e que manteve o plano em sigilo. A saída ainda envolve dúvidas sobre o trajeto até Foz do Iguaçu (PR) e sobre possíveis apoios.
A Polícia Federal apura como Flávio viajou de Brasília até a fronteira. Entre as hipóteses estão um deslocamento terrestre, uma viagem em jato privado a partir de algum aeródromo ou pista de pouso em propriedade rural, ou uma combinação de carro e avião.
A PF também investiga se o senador recebeu auxílio de empresários ou aliados. Segundo a colunista Bela Megale, Eduardo Bolsonaro participou da articulação e da disseminação de versões destinadas a despistar a saída do irmão pela Argentina, enquanto aliados diziam que ele teria viajado pela Venezuela.
Outra linha de apuração considera a possibilidade de apoio do governo argentino de Javier Milei. Entre os indícios citados está a presença de um assessor do presidente na região da Tríplice Fronteira, que estaria acompanhando a operação. Parlamentares argentinos de oposição cobram explicações sobre eventual uso de agentes de inteligência e recursos públicos.
Flávio disse ter recebido um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no último encontro entre os dois, realizado na segunda-feira anterior, quando foi intimado a entregar os passaportes. O senador afirmou que decidiu sair do país porque poderia ser alvo de novas medidas judiciais.
Na transmissão, Flávio também declarou estar disposto a disputar novamente a Presidência da República, possivelmente antes de 2030, e anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para o comando do Senado. Ele associou uma eventual nova eleição presidencial à possibilidade de uma crise econômica que, em sua avaliação, poderia abreviar o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem explicar em que circunstâncias isso ocorreria.
Fonte: O Globo