As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos reúnem disputas que podem definir o controle do Senado, onde os democratas precisam conquistar quatro cadeiras em saldo líquido para retomar a maioria. Alguns estados também escolherão governadores.
No Texas, o democrata James Talarico, ex-professor e seminarista presbiteriano de 37 anos, tenta quebrar uma sequência de mais de 30 anos sem vitórias democratas em eleições estaduais. Ele enfrenta o procurador-geral republicano Ken Paxton, apoiador de Donald Trump e alvo de investigações e denúncias que incluem escândalos financeiros e casos extraconjugais.
Em Michigan, os republicanos lançaram o ex-deputado e ex-agente do FBI Mike Rogers contra o democrata Abdul El-Sayed, médico ligado à ala socialista do partido. El-Sayed defende ampliar a cobertura universal de saúde e cortar o financiamento do Serviço de Imigração e Alfândega, conhecido pela sigla ICE.
Ohio também aparece entre os estados mais disputados. O senador republicano Jon Husted tenta manter a cadeira contra o ex-senador democrata Sherrod Brown, enquanto a corrida pelo governo estadual reúne o republicano Vivek Ramaswamy e a democrata Amy Acton.
No Alasca, a democrata Mary Peltola enfrenta o senador republicano Dan Sullivan. O estado adota um sistema que permite aos eleitores ordenar os candidatos por preferência, e a presença de outro candidato chamado Dan Sullivan levou o governo Trump a apresentar uma ação preventiva contra uma possível confusão entre os nomes.
No Maine, a senadora republicana Susan Collins busca a reeleição contra o democrata Troy Jackson, que é lenhador. Embora o estado vote nos democratas em todas as eleições presidenciais desde 1992, Collins ocupa a cadeira sem interrupção desde 1996.
Os estados agrícolas de Iowa e Kansas também podem influenciar a disputa. No Kansas, o pastor democrata Adam Hamilton desafia o senador republicano Roger Marshall; em Iowa, o democrata Josh Turek, bicampeão paralímpico de basquete, concorre ao Senado contra a republicana Ashley Hinson, enquanto Rob Sand aparece bem posicionado na disputa pelo governo.
Fonte: O GLOBO