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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Levantamento aponta que 86% dos eleitos pelo PL não reconheceram vitória de Lula

Levantamento mostra que 86% dos eleitos pelo PL não reconheceram publicamente a vitória de Lula; 24% apoiaram carta de Flávio Bolsonaro.

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Levantamento com 155 políticos eleitos pelo PL para o Congresso e governos estaduais mostra que 133, ou 86%, não reconheceram publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva após o segundo turno. O grupo inclui 121 deputados federais, 28 senadores e seis governadores.

Segundo a análise, 37 políticos, cerca de 24% do total, endossaram ou compartilharam uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro que questionava o resultado da eleição. A diferença entre Lula e Flávio foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O levantamento considerou publicações em redes sociais, incluindo vídeos e mensagens, e reuniu manifestações de apoio, críticas, questionamentos às urnas e reconhecimento da vitória de Lula. A ausência de reconhecimento público não significa, necessariamente, que todos esses políticos concordem com suspeitas de fraude.

Entre os que apoiaram a carta estão o senador Magno Malta e os deputados Gustavo Gayer, Zé Medeiros, Jorge Seif e Nikolas Ferreira. A deputada Magda Mofatto também compartilhou o documento e afirmou que ele seria um relato do momento vivido pelo país.

Outros parlamentares questionaram o resultado sem compartilhar a carta. Domingos Sávio perguntou se a vitória de Lula havia ocorrido de fato, enquanto Carlos Jordy classificou a eleição como "muito duvidosa" e Sanderson defendeu uma nova votação.

Parte das críticas se concentrou na decisão de estender em duas horas o horário de votação no segundo turno. Flávio questionou a medida, mas apenas 35 mil votos foram computados nesse período, conforme o levantamento.

Entre os eleitos pelo PL que reconheceram publicamente a vitória de Lula estão o senador Marcio Bittar e os deputados André Fernandes, Major Vitor Hugo e Rosangela Moro. Major Vitor Hugo afirmou que a diferença superior a quatro milhões de votos e o reconhecimento do resultado pelas instituições dificultavam uma reversão.

André Fernandes disse que não pretendia alimentar questionamentos sobre as urnas, embora tenha atribuído a derrota à campanha adversária. Outros parlamentares trataram a vitória de Lula como fato consumado, mas mantiveram críticas ao novo mandato.

Fonte: O Globo

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