O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articula um possível acordo entre Congresso, governo e Supremo Tribunal Federal para reduzir as tensões com o bolsonarismo, segundo informações divulgadas em 28 de outubro de 2026. A movimentação ocorre enquanto ele busca apoio para ser reconduzido ao comando da Casa em fevereiro.
Aliados afirmam que Alcolumbre avalia fazer um aceno ao ex-presidente Jair Bolsonaro e negociar medidas para reduzir o cerco judicial contra a oposição. Ainda não há definição sobre qual iniciativa seria apresentada, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teria sido consultado.
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, disse que foi procurado por Alcolumbre para discutir alternativas. Segundo Otto, o presidente do Senado mencionou a possibilidade de um projeto de dosimetria ou de revisão de penas, mas não apresentou proposta concreta de anistia.
A oposição bolsonarista defende uma anistia ampla ou um indulto presidencial que beneficie Bolsonaro. Senadores ligados ao ex-presidente também cobram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, mas o entendimento relatado é que Alcolumbre não atuará pelo afastamento do magistrado.
Alcolumbre tenta formar uma base com senadores do Centrão, do PT, do PSB e do PDT. Esse grupo poderia reunir 33 parlamentares, enquanto PL e Novo teriam 31 senadores contrários a um acordo com o presidente da Casa.
Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) também buscam apoio para disputar a presidência do Senado. Alcolumbre obteve o apoio da federação União Brasil-PP, mas parlamentares da oposição dentro do bloco, como Guilherme Derrite (PP-SP), declararam resistência.
Fonte: O Globo