Dadá Figueiredo morreu no sábado, aos 61 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia. O velório será realizado nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, no Cemitério do Caju; ele deixa três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo.
Nascido no Rio de Janeiro e criado no subúrbio da Tijuca, Dávio Correia Figueiredo começou a surfar ainda criança, na Barra da Tijuca. A experiência com o skate influenciou seu estilo nas ondas, marcado por movimentos agressivos e rabiadas que ajudaram a antecipar tendências do surfe brasileiro.
O pioneiro Rico de Souza afirmou que Dadá tinha um estilo radical e inovador e foi o primeiro a levar a influência do skate para as ondas. A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) e surfistas de diferentes gerações lamentaram a morte.
Dadá também se destacou pela estética punk e pela atuação fora das competições. Usava roupas pretas, tinha cabelo moicano, tocava baixo na banda de hardcore Os Normais e criou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social.
Nas competições, ficou em 14º lugar na estreia do Circuito Brasileiro de Surf Profissional, em 1987, conquistou o título carioca em 1989 e foi eleito o melhor freesurfer do país em 1993. Em 1985, protestou no Staff Poll contra o que classificava como exploração dos atletas por empresários do surfe.
Ao longo da vida, Dadá sobreviveu a um ataque em 1990, no qual levou 12 facadas, e enfrentou problemas relacionados à dependência química. Mais tarde, tornou-se pastor evangélico, trabalhou como shaper e professor e fundou uma escola de surfe na Barra.
Ele também criticava a rotina dos campeonatos e defendia a liberdade do freesurf. A paixão pelo mar continuou presente na relação com o filho Dávio, que seguiu carreira no surfe.
Fonte: O Globo