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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Justiça de SP aceita recuperação judicial do Grupo Marabraz

Justiça de São Paulo aceita recuperação judicial do Grupo Marabraz, que declara dívidas de R$ 140 milhões e terá prazo para apresentar plano.

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A Justiça de São Paulo aceitou, na terça-feira (27), o pedido de recuperação judicial das empresas que compõem o Grupo Marabraz, que declara dívidas de R$ 140 milhões.

A decisão da juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, suspende por 180 dias execuções e outras medidas de constrição sobre bens das empresas relacionadas a créditos sujeitos à recuperação judicial.

O grupo terá 60 dias improrrogáveis para apresentar um plano de recuperação aos credores. Também deverá entregar, a cada 30 dias, as contas demonstrativas do balanço, enquanto os credores deverão encaminhar suas habilitações de crédito diretamente ao administrador judicial.

Integram o grupo a Comercial de Móveis Jordanésia, a S. V. C. Jaraguá, a Comercial Móveis das Nações, a Comercial Zena Móveis e a Monta Móveis. O pedido foi apresentado em agosto, após a decretação da falência da Móveis Jordanésia em outro processo, decisão que, segundo a petição inicial, está suspensa por determinação da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Segundo o documento entregue à Justiça, a crise decorre de uma disputa familiar entre os controladores e não de problemas operacionais. A empresa afirma que imóveis comerciais e centros de distribuição usados como garantia em contratos com instituições financeiras estavam em nome de uma sociedade patrimonial da família.

A petição sustenta que a crise societária retirou os administradores da varejista do comando dessas empresas e levou bancos credores a exigir novas garantias. Com a redução e o encarecimento do crédito para capital de giro, o grupo afirma ter enfrentado dificuldades para formar e manter estoques.

A disputa envolve o controle da LP Administradora de Bens, holding da família Fares que foi doada à terceira geração em 2011 e administra centenas de imóveis comerciais, segundo a petição. A operação varejista é comandada por Nasser Fares e outros dois irmãos.

Fonte: O Globo

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