O promotor de Justiça Lincoln Gakiya afirmou ao jornal O Globo que aceitará um eventual convite para comandar o Ministério da Segurança Pública, caso a pasta seja criada no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O nome de Gakiya é cotado para o cargo, mas ele disse que ainda não foi sondado diretamente.
“Se vier formalmente, será uma honra e certamente vou aceitar”, declarou o promotor. Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e atua há mais de duas décadas no combate ao crime organizado.
Conhecido pelo trabalho contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), Gakiya é apontado por defensores de sua indicação como um nome capaz de representar uma resposta mais firme do governo federal às facções criminosas.
Entre os aliados de Lula, também são mencionados Rui Costa e Camilo Santana, ex-governadores da Bahia e do Ceará, respectivamente. Os dois são considerados próximos do presidente e têm discurso de endurecimento no combate à criminalidade dentro do PT.
A criação da pasta depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado. A proposta está entre as prioridades do governo até o fim do ano e prevê novas atribuições para a União na gestão da segurança pública, além da possibilidade de um orçamento específico. Com a mudança, a área seria separada do Ministério da Justiça.
Gakiya ganhou projeção por sua atuação contra o PCC e por medidas relacionadas à transferência de líderes da facção para presídios federais. Ele também tornou público um áudio atribuído à cúpula do grupo, episódio que, segundo o conteúdo original, contribuiu para um racha na organização.
O promotor atua sob escolta policial desde 2005, após ameaças atribuídas a integrantes do PCC. Em 2018, cartas cifradas apreendidas na saída da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau foram atribuídas à cúpula da facção e indicariam novos planos contra ele.
Fonte: O Globo