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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Fed decide juros nos EUA nesta quarta-feira

Fed deve manter juros dos EUA entre 3,75% e 4%; decisão influencia dólar, investimentos globais e custo de capital para o Brasil.

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O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decide nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros do país. A expectativa predominante é de manutenção da faixa entre 3,75% e 4%, com 93% de probabilidade estimada pela plataforma FedWatch na noite de terça-feira.

A possível estabilidade ocorre apesar da pressão inflacionária. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,6% em setembro e acumulou alta de 3,7% em 12 meses, acima da meta anual de 2% do Fed.

A Capital Economics avalia que o banco central americano pode ter iniciado um ciclo de altas graduais. Segundo a consultoria, uma elevação em dezembro já está precificada por investidores, embora a manutenção nesta quarta-feira também seja associada a um relatório de empregos mais fraco do que o esperado no mês passado.

O Citi tem avaliação semelhante e prevê estabilidade nesta reunião e uma nova alta em dezembro. A instituição afirma que a política monetária deve continuar voltada ao controle da inflação.

A decisão do Fed afeta mercados em todo o mundo porque influencia o valor do dólar e a direção dos investimentos globais. Quando os juros americanos sobem, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos tendem a ficar mais atraentes, o que pode reduzir o fluxo de capital para outros países e pressionar suas moedas.

Para o Brasil, juros americanos mais altos aumentam o custo do capital internacional e reforçam a importância da disciplina fiscal para manter o país atraente aos investidores, segundo Reinaldo Le Grazie, ex-diretor do Banco Central e sócio da Panamby Capital.

Em entrevista sobre a turbulência no mercado financeiro brasileiro, Le Grazie afirmou que a menor disponibilidade de capital global, a alta dos juros e a concorrência de empresas de inteligência artificial por recursos tornam necessário aprimorar a gestão dos gastos públicos.

Fonte: O Globo

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