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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Críticas à ida de Flávio Bolsonaro aos EUA superam apoio nas redes

Análise aponta que críticas à ida de Flávio Bolsonaro aos EUA superaram o apoio nas redes sociais entre 26 e 28 de outubro.

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A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, dois dias após sua derrota na eleição para o Planalto, recebeu mais críticas do que apoio nas redes sociais entre 26 e 28 de outubro, segundo análise da pesquisadora Lilian Carvalho, da FGV/EAESP.

O episódio gerou 471 mil menções. Entre as manifestações com posicionamento político definido, 60% condenaram o senador, enquanto 40% apoiaram sua saída do Brasil ou criticaram o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela decisão que determinou a entrega do passaporte.

A expressão fuga de Flávio Bolsonaro apareceu em 48 mil menções, ante 25 mil referências a perseguição política. O termo covarde foi citado 21 mil vezes, e a expressão 7 minutos, relacionada ao intervalo entre a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o pedido de apreensão do passaporte, somou 20 mil menções.

Segundo Lilian Carvalho, a prevalência de determinadas palavras mostra a disputa entre grupos para impor interpretações sobre o episódio. A pesquisadora afirmou que o volume de publicações pode ampliar a percepção sobre a distância entre as posições e não permite concluir que a maioria da população compartilhe da opinião predominante nas redes.

Entre as 20 publicações mais compartilhadas no período, 15 criticavam Flávio Bolsonaro, três o defendiam e duas apenas informavam sobre o caso. O levantamento foi realizado com dados monitorados pela plataforma Brandwatch.

As publicações críticas reuniram ironias, ataques pessoais e pedidos de perda de mandato e bloqueio de bens. As mensagens favoráveis questionaram o momento da decisão judicial e criticaram Alexandre de Moraes.

O governo argentino informou que Flávio entrou no país às 22h50 de uma terça-feira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, na província de Misiones, usando o passaporte italiano. De lá, ele teria seguido de jatinho para Guayaquil, no Equador, de onde partiu às 6h22, no horário de Brasília, para o aeroporto Opa Locka, no condado de Miami-Dade, chegando aos Estados Unidos às 10h24.

Os passaportes de Flávio foram cancelados por decisão de Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal, que alegou risco de fuga durante as investigações às quais o senador responde. Segundo a fonte, ele não entregou os documentos no prazo determinado.

Fonte: O Globo

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