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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

EDUCAÇÃO

Medo de errar pode afastar adolescentes do esporte

Estudantes e educadores relatam como o medo de errar pode afastar adolescentes do esporte e defendem ambientes acolhedores nas equipes.

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O medo de errar em público pode afastar adolescentes da prática esportiva, segundo relatos de estudantes e profissionais de colégios de São Paulo publicados nesta terça-feira (27). Para treinadores e educadores, um ambiente acolhedor ajuda os jovens a lidar com a insegurança.

Teresa Loew, aluna do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Bandeirantes, começou a se interessar por futebol e futsal durante a pandemia da Covid-19. Ela conta que passou a controlar o nervosismo com o apoio do treinador Thiago Hipolito Haddad, que a incentivava a manter a calma e aprender com os erros.

Haddad, que também é professor de educação física, afirma que o receio de exposição é comum na adolescência. Segundo ele, expressões como ‘não consigo’, ‘não quero’ e ‘deixa para lá’ podem indicar que o medo está interferindo na prática esportiva.

Para Rodrigo Bressan, presidente do Instituto Ame Sua Mente, o sentimento de pertencimento a um time pode proteger o estudante. Ele afirma que técnicos capazes de manter a coesão do grupo, mesmo em ambientes exigentes, ajudam os atletas a avançar dentro de suas capacidades.

Clarice Gil Barreira Camargo, orientadora educacional da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Santa Cruz, chama atenção para a pressão das redes sociais. De acordo com ela, a exposição de erros e fracassos amplia a preocupação dos adolescentes e torna necessário conversar sobre as razões desse medo.

Alexandre Calixto, diretor de esportes do Colégio Visconde de Porto Seguro, diz que a atividade física na adolescência não precisa ter como objetivo apenas a alta performance. Para ele, a escola deve estimular o gosto pelo esporte como um hábito que possa continuar ao longo da vida.

Sophia Joesting Simões, de 17 anos, aluna do 1º ano do Visconde de Porto Seguro, relata que o handebol trouxe mudanças para sua rotina, seu sono, sua alimentação e seu desempenho escolar. Antes de conversar com a mãe e a treinadora, ela afirma que o medo de errar chegava a paralisá-la durante as partidas.

Fonte: O Globo

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