Mais de 30 milhões de eleitores dos Estados Unidos já votaram antecipadamente até terça-feira (27), uma semana antes das eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro. O volume supera o registrado no mesmo momento do calendário eleitoral de 2022.
Os dados foram compilados pela Associated Press, pela CNN e pela empresa Catalist com base em informações públicas. Em estados que registram a filiação partidária dos eleitores, é possível identificar a associação política de parte dos votantes, mas o conteúdo dos votos permanece secreto até o fechamento das urnas e o início da apuração.
A CNN apontou que, em alguns estados-chave, o número de democratas registrados para votar antecipadamente é superior ao verificado quatro anos atrás. Segundo a análise da emissora, o dado acompanha um maior entusiasmo democrata observado nas eleições primárias, em disputas especiais e em pesquisas de opinião.
A votação antecipada, principalmente por correio, é alvo de críticas do presidente Donald Trump, que afirma haver fraude e participação de estrangeiros sem direito a voto. Autoridades eleitorais já refutaram essas alegações em diversas ocasiões.
Na segunda-feira (26), um colegiado do Tribunal de Apelações responsável pela Califórnia declarou-se incompetente para julgar uma ação do Departamento de Justiça que pedia a separação de 20 mil votos enviados pelo correio. O governo federal afirma que os votos seriam de pessoas sem cidadania americana, e a análise do mérito caberá a um tribunal distrital da Califórnia.
Observadores consideram a ação parte de uma iniciativa mais ampla do governo para ampliar o poder federal sobre as eleições, cuja organização cabe aos estados pela legislação americana. Em março, Trump assinou um decreto para restringir o voto pelo correio, mas a medida foi derrubada judicialmente; em setembro, a Suprema Corte suspendeu seus efeitos e determinou que mudanças deveriam ser feitas no longo prazo.
Fonte: O Globo