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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Mais de 30 milhões votam antecipadamente nas eleições dos EUA

Mais de 30 milhões de eleitores dos EUA votaram antecipadamente antes das eleições de meio de mandato, em meio às críticas de Trump ao voto por correio.

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Mais de 30 milhões de eleitores dos Estados Unidos já votaram antecipadamente até terça-feira (27), uma semana antes das eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro. O volume supera o registrado no mesmo momento do calendário eleitoral de 2022.

Os dados foram compilados pela Associated Press, pela CNN e pela empresa Catalist com base em informações públicas. Em estados que registram a filiação partidária dos eleitores, é possível identificar a associação política de parte dos votantes, mas o conteúdo dos votos permanece secreto até o fechamento das urnas e o início da apuração.

A CNN apontou que, em alguns estados-chave, o número de democratas registrados para votar antecipadamente é superior ao verificado quatro anos atrás. Segundo a análise da emissora, o dado acompanha um maior entusiasmo democrata observado nas eleições primárias, em disputas especiais e em pesquisas de opinião.

A votação antecipada, principalmente por correio, é alvo de críticas do presidente Donald Trump, que afirma haver fraude e participação de estrangeiros sem direito a voto. Autoridades eleitorais já refutaram essas alegações em diversas ocasiões.

Na segunda-feira (26), um colegiado do Tribunal de Apelações responsável pela Califórnia declarou-se incompetente para julgar uma ação do Departamento de Justiça que pedia a separação de 20 mil votos enviados pelo correio. O governo federal afirma que os votos seriam de pessoas sem cidadania americana, e a análise do mérito caberá a um tribunal distrital da Califórnia.

Observadores consideram a ação parte de uma iniciativa mais ampla do governo para ampliar o poder federal sobre as eleições, cuja organização cabe aos estados pela legislação americana. Em março, Trump assinou um decreto para restringir o voto pelo correio, mas a medida foi derrubada judicialmente; em setembro, a Suprema Corte suspendeu seus efeitos e determinou que mudanças deveriam ser feitas no longo prazo.

Fonte: O Globo

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