O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não entregou seus passaportes à Polícia Federal até a manhã desta terça-feira (27), prazo estabelecido em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A intimação havia sido feita por agentes da PF em Brasília na segunda-feira.
A Polícia Federal deve informar Moraes sobre o descumprimento da ordem e cancelar os passaportes do político. Segundo os investigadores, não há registro formal de saída de Flávio do Brasil, o que indica que ele não passou por um posto de imigração.
A PF investiga se o senador deixou o país pela fronteira com a Argentina em direção aos Estados Unidos. Procurada, a defesa de Flávio não havia se manifestado sobre a suspeita.
Moraes também proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz, que é seu amigo pessoal. Os dois são investigados em um inquérito no STF por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; segundo a PF, Tomaz está fora do país desde agosto.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que foi intimado na rua após deixar o condomínio onde mora, no Lago Sul, em Brasília, a caminho da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que a decisão de Moraes levou em conta uma declaração de Eduardo Bolsonaro feita em 23 de outubro, na qual o deputado cassado defendeu que o irmão deixasse o país em caso de derrota eleitoral.
Fonte: O Globo