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terça-feira, 27 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Aliados de Flávio avaliam erros em estratégia eleitoral

Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam erros da campanha em Minas, São Paulo e no Nordeste após a derrota para Lula no segundo turno.

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Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, que a campanha errou principalmente em Minas Gerais, São Paulo e no Nordeste, regiões consideradas decisivas para o resultado.

Segundo integrantes do grupo, a mobilização de governadores, parlamentares e influenciadores não produziu o crescimento esperado nas urnas. Em Minas Gerais, Flávio havia terminado o primeiro turno à frente de Lula, mas foi superado pelo petista na etapa seguinte, apesar do apoio de Cleitinho (Republicanos) e Nikolas Ferreira (PL).

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Flávio venceu, mas Lula reduziu a diferença em relação ao primeiro turno. A expectativa de ampliar a vantagem no estado contava com a atuação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

No Nordeste, a campanha apostou em ações digitais, vídeos com Nikolas Ferreira e uma intensificação das agendas na reta final. Flávio obteve cerca de 400 mil votos a mais que no primeiro turno na região, enquanto Lula teve quase três milhões de votos adicionais.

Aliados também questionam a condução dos últimos dias da campanha. A equipe de Flávio organizou uma comemoração em Brasília, apoiada em avaliações favoráveis de levantamentos internos, mas o ambiente mudou durante a apuração, quando Lula ultrapassou o senador.

Após a derrota, integrantes do entorno de Flávio defendem que ele preserve a articulação com governadores, parlamentares e partidos que apoiaram sua candidatura, como PP, União Brasil, Republicanos e Novo. A avaliação é que a manutenção dessas alianças pode ajudá-lo a exercer liderança na oposição e evitar disputas internas na direita.

Flávio não reconheceu o resultado das urnas e afirmou que pediria a anulação. Uma parcela de aliados considera a iniciativa sem efeito, enquanto ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral não veem espaço para mudança no resultado reconhecido pelos chefes dos Poderes.

Fonte: O Globo

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