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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Mercado brasileiro se prepara para correção após vitória de Lula

Investidores projetam forte oscilação nos ativos brasileiros após a vitória de Lula; ETF recua 16% em Tóquio e Ibovespa pode cair mais de 10%.

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Investidores se preparam para uma sessão de forte oscilação nos ativos brasileiros nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, após Luiz Inácio Lula da Silva vencer Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.

Um ETF que acompanha ações brasileiras caiu até 16% em Tóquio, na maior queda intradiária desde 2020. Um contrato de derivativos cambiais negociado em Chicago indicava o real a R$ 5,55 por dólar, movimento que sinalizava alta superior a 10% da moeda americana ante o fechamento de sexta-feira.

A corretora Monte Bravo estima que o Ibovespa possa recuar mais de 10% na primeira hora de negociação. Pesquisa do Citigroup com 73 investidores apontou que a maioria esperava queda de pelo menos 5% do real e alta superior a 1 ponto percentual nos juros futuros após a derrota de Bolsonaro.

Segundo Homin Lee, estrategista da Lombard Odier em Cingapura, o mercado deve reverter parte da alta impulsionada pela vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Cathy Hepworth, responsável pela equipe de dívida de mercados emergentes da PGIM, afirmou que os investidores devem recuar e que haverá uma reprecificação significativa dos ativos. Ela também disse que o cenário pode se estabilizar, citando a experiência política de Lula.

Guilherme Abbud, CEO da Persevera Asset Management, afirmou que movimentos de queda costumam envolver pânico e ordens motivadas por emoções. Para ele, Lula pode adotar uma postura mais cautelosa nos gastos públicos, mas dificilmente receberá do mercado o benefício da dúvida.

Os investidores haviam se posicionado em grande parte para uma vitória de Bolsonaro depois que sua liderança no primeiro turno provocou uma alta dos ativos brasileiros e atraiu fluxos estrangeiros. Instituições como UBS Global Wealth Management, Morgan Stanley, JPMorgan Chase e Citigroup emitiram recomendações otimistas para o mercado do país.

Desde o retorno de Lula ao poder, em janeiro de 2023, o governo priorizou medidas voltadas aos trabalhadores, o consumo e a expansão do crédito, mas avançou pouco no enfrentamento do déficit público, segundo a avaliação apresentada no conteúdo original. O país manteve taxas de juros reais elevadas, enquanto a taxa de desemprego e a renda média dos trabalhadores registraram melhora, de acordo com o texto.

Fonte: O Globo

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