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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Irã mantém diálogo regional com Arábia Saudita, Turquia e Paquistão

Irã, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão mantêm negociações em Teerã para ampliar a cooperação regional e evitar nova escalada militar.

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O Irã e representantes de alto escalão da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão concordaram em continuar as negociações para ampliar a cooperação regional em paz e segurança durante uma reunião realizada nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, em Teerã.

A televisão estatal iraniana informou que o encontro foi o primeiro desse tipo entre os quatro países. Participaram das conversas o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e autoridades de segurança do país, além do ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, do comandante do Exército do Paquistão, Asim Munir, e do chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin.

A reunião ocorreu em meio ao temor de novos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Autoridades americanas e pessoas informadas sobre as negociações disseram ao New York Times que os dois países estariam elaborando planos para um possível ataque após as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, previstas para a próxima semana.

Ali Bagheri Kani, vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que as conversas buscavam promover a segurança regional, segundo a emissora estatal Press TV. O encontro também foi apresentado como parte de uma movimentação diplomática de mediadores regionais para evitar uma nova escalada no Oriente Médio.

Mediadores do Catar visitaram Teerã no domingo para tentar avançar em um acordo entre Washington e Teerã, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei. Na semana anterior, Munir também esteve na capital iraniana para participar dos esforços diplomáticos.

De acordo com diplomatas ouvidos pelo New York Times, as negociações mediadas pelo Catar preveem concessões graduais ao longo de cinco dias. Entre as possibilidades estão a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação comercial pelo Irã e a suspensão, pelos Estados Unidos, do bloqueio naval aos portos iranianos.

O principal impasse seria definir a ordem das concessões, especialmente uma medida inicial relacionada ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a possibilidade de abrir mão de parte de suas reservas de urânio enriquecido, e Mohsen Rezaei afirmou na semana passada que nenhum material nuclear enriquecido deixaria o país.

Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram em agosto o chamado Pacto de Meca, um acordo de defesa coletiva. A aproximação com o Irã ocorre enquanto a Arábia Saudita enfrenta ataques atribuídos à milícia houthi, apoiada pelo governo iraniano, segundo o conteúdo original.

Baghaei afirmou que a busca dos países da região por mecanismos próprios de segurança era positiva. Para o porta-voz, a iniciativa representa uma tentativa de estabelecer estruturas baseadas nos interesses dos países do Oriente Médio.

Fonte: O Globo

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