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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES

Camilo Santana afirma que houve boicote no transporte em capitais

Camilo Santana acusa capitais governadas pela oposição de reduzir o transporte no segundo turno e prejudicar o deslocamento de eleitores.

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O senador Camilo Santana, coordenador da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo (25) que houve um suposto boicote ao transporte público em capitais governadas por adversários do partido durante o segundo turno das eleições.

Segundo Santana, a redução da circulação de ônibus afetou principalmente cidades do Nordeste, como Salvador e São Luís, além de São Paulo. Ele disse que a situação teria prejudicado o direito de eleitores ao voto e citou prefeitos como Ricardo Nunes (MDB), de São Paulo, e Bruno Reis (União Brasil), de Salvador.

O coordenador também criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o encerramento da votação até as 19h em todo o país. Para ele, a medida foi tomada depois que muitos eleitores já haviam enfrentado dificuldades para chegar aos locais de votação.

O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão do horário após a campanha de Lula pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma medida urgente em razão dos relatos de problemas no transporte. A solicitação mencionou ocorrências em ao menos nove estados.

Em São Paulo, foram relatadas filas e longas esperas em terminais e pontos de ônibus, inclusive no Terminal Varginha, na Zona Sul, e no Terminal Santana, na Zona Norte. A Justiça Eleitoral havia determinado que a Prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota em operação, em nível semelhante ao de dias úteis.

Ricardo Nunes afirmou à TV Globo, por mensagem, que a frota disponível na capital era superior à demanda e que nenhum eleitor estava sem atendimento, mas não apresentou os números da operação. Não há, no material consultado, manifestação de Bruno Reis sobre as acusações.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também acusou prefeitos de descumprirem a legislação eleitoral e afirmou que a falta de ônibus em São Paulo e Salvador deveria ser apurada. As declarações são acusações políticas e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre a ocorrência de crime.

Fonte: G1

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