Ativos brasileiros negociados no exterior registraram fortes quedas nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, após Luiz Inácio Lula da Silva vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Um ETF de ações brasileiras negociadas em Nova York recuou 27% no pré-mercado, enquanto o ETF no Japão caiu 16%.
Contratos de derivativos cambiais negociados na bolsa CME indicavam o real a R$ 5,55 por dólar, movimento que sugeria uma desvalorização superior a 10% em relação ao fechamento de sexta-feira.
Nos Estados Unidos, as ações da XP e do Itaú Unibanco caíram pelo menos 26% no início das negociações. Os papéis do Banco Santander e da Telefónica recuaram mais de 5%.
Mesas de operações em São Paulo esperavam forte volume de vendas na abertura da Bolsa brasileira e não descartavam a possibilidade de acionamento de circuit breakers. A corretora Monte Bravo estimou que o Ibovespa poderia cair mais de 10% na primeira hora de negociação.
Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. Investidores se preparavam para uma reversão da alta registrada após o desempenho de Bolsonaro no primeiro turno, quando ativos brasileiros haviam atraído fluxos estrangeiros diante da expectativa de maior rigor fiscal.
Para Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management, o mercado teria de reavaliar as promessas feitas durante a campanha. A estrategista Cathy Hepworth, da PGIM, afirmou que poderia ocorrer uma reprecificação significativa dos ativos brasileiros.
Fonte: O Globo