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domingo, 25 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Prorrogação da votação provoca incerteza e desencontro de informações no encerramento da eleição

Decisão de Zanin, próxima ao fechamento das urnas, altera procedimentos e interrompe totalização; TSE esclarece que apenas seções ainda abertas poderiam receber votos até as 19h.

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Prorrogação de horário gerou instabilidade no sistema eleitoral
Crédito: Foto: Diário do Povo

A prorrogação do horário de votação do segundo turno provocou um período de incerteza operacional no encerramento da eleição presidencial neste domingo (25). A determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para estender o recebimento de votos até as 19h ocorreu quando seções já encerravam os trabalhos e foi acompanhada de relatos de falta de orientação aos mesários. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente a totalização e a divulgação dos resultados.

O principal impasse foi a aplicação da medida: enquanto algumas seções permaneciam em funcionamento, outras já haviam fechado as urnas e emitido os boletins com os resultados. Em esclarecimento posterior, ficou estabelecido que a extensão alcançaria somente os locais onde a votação ainda não havia sido encerrada às 17h.

Entre a determinação inicial e a definição de seu alcance, mesários relataram desencontro de informações. Em São Paulo, profissionais ouvidos pelo UOL disseram ter recebido instruções para concluir a votação no horário habitual. Outros afirmaram que souberam da prorrogação apenas depois de deixar os locais de trabalho. Os relatos evidenciam dificuldades de comunicação em parte das seções, embora não permitam estabelecer a dimensão nacional do problema.

A indefinição também atingiu a divulgação da apuração. Antes da suspensão, o TSE já havia totalizado 1.225 seções eleitorais, correspondentes a 0,25% do total, em 18 estados e no Distrito Federal. A interrupção deixou a atualização dos resultados à espera do encerramento do novo prazo de votação.

A decisão de Zanin atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que denunciou dificuldades no transporte público, incluindo problemas em São Paulo e Salvador. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou mais tempo para votar, em requerimento separado ao TSE, citando fortes chuvas e obstáculos ao deslocamento em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A extensão inicialmente determinada para todas as seções encontrou um limite operacional. Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul explicou que urnas encerradas, com boletins já emitidos, não poderiam ter a votação reiniciada por inviabilidade técnica. A corte também orientou que não fossem coletados votos manualmente após as 17h.

Às 18h44, o TSE publicou esclarecimento confirmando que apenas as seções ainda abertas às 17h poderiam continuar recebendo eleitores. Informou, ainda, que o recebimento dos boletins de urna, a totalização e a divulgação dos resultados seriam retomados após as 19h. Quase todos os ministros estavam reunidos no gabinete da Presidência, aguardando o término da votação.

O episódio criou uma situação de incerteza sobre a execução dos procedimentos e o momento de divulgação dos resultados. As informações verificadas descrevem dificuldades operacionais e de comunicação; não demonstram comprometimento da integridade dos votos registrados.

Reportagem em atualização, com informações consolidadas a partir do comunicado do TSE das 18h44 deste domingo (25).

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