O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, orientou que as seções eleitorais ainda abertas permanecessem em funcionamento durante a votação, em cumprimento parcial a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A orientação não solucionou os casos em que seções já haviam sido encerradas. Segundo a decisão de Zanin, essas situações poderiam envolver a alternativa de votação em papel, prevista, por exemplo, para casos de falha nas urnas eletrônicas.
Após o despacho de Nunes Marques, Zanin acrescentou um aditamento à própria decisão, seguindo a mesma direção. A medida, porém, manteve a indefinição sobre a possibilidade de votação em papel nas seções fechadas.
O texto aponta que Nunes Marques vinha sendo questionado sobre problemas de transporte que afetavam eleitores em diferentes localidades, mas não havia tomado providências até o caso chegar ao Supremo. Também registra que o presidente do STF, Edson Fachin, levou 46 minutos para distribuir o processo que pedia a prorrogação da votação, recebido às 15h46.
De acordo com a decisão de Zanin, o processo chegou ao gabinete do ministro às 16h32. A liminar foi concedida minutos depois do encerramento da votação, às 17h, quando diversas seções já haviam fechado.
O texto atribui a demora na análise, principalmente a Nunes Marques e também a Fachin, a críticas feitas nos bastidores das campanhas e do próprio STF. A avaliação apresentada é de que o episódio pode aumentar a tensão no ambiente político.
Fonte: O Globo