Dadá Figueiredo, um dos principais nomes do surfe radical brasileiro nas décadas de 1980 e 1990, morreu no sábado (24 de outubro), aos 61 anos, vítima de pneumonia.
O surfista carioca ajudou a consolidar o esporte no país com um estilo que combinava manobras inspiradas no skate, batidas verticais e rasgadas. Em 1993, foi eleito pelos leitores de uma revista especializada o melhor freesurfer do Brasil.
Além do surfe, Dadá se envolveu com música e cultura alternativa. Foi baixista da banda punk Os Normais e criou as marcas de surfe Anti-Fashion e Necrose Social.
Sua trajetória também foi marcada por problemas de dependência química e pela retomada da relação com o surfe. Mais tarde, dedicou-se à fabricação de pranchas e ao ensino do esporte, além de criar uma escolinha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A história do surfista foi retratada no documentário "Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo". Ele deixa três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo.
Fonte: O Globo