Oswaldinho do Acordeon morreu aos 72 anos neste domingo (25). O falecimento do sanfoneiro foi anunciado nas redes sociais pelo músico Rodolfo Forte, amigo do artista, e pelo radialista Orlando Camboim. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Oswaldo de Almeida e Silva construiu uma carreira de cerca de seis décadas como cantor, compositor e acordeonista. Filho do sanfoneiro Pedro Sertanejo, ele aprendeu a tocar o instrumento desde cedo e conviveu com nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.
Oswaldinho iniciou a trajetória fonográfica aos 9 anos, ao participar de um disco do pai. Aos 12, lançou o primeiro single e, na década de 1970, passou a apresentar trabalhos próprios, entre eles “Fantástico Oswaldo Silva”, “Só quero um xodó” e “Oswaldinho”.
Reconhecido pela técnica e pela exploração de diferentes efeitos na sanfona, o músico ampliou as possibilidades do forró ao combinar ritmos nordestinos com rock, jazz, blues e música erudita. Entre seus trabalhos estão “Forró in concert” (1981), “Asa branca blues” (2002) e “Forró chorado” (2011).
Em 2004, Oswaldinho integrou com Dominguinhos e Sivuca o álbum “Cada um belisca um pouco”, lançado pela gravadora Biscoito Fino. O trabalho reuniu três referências da sanfona brasileira.
O cantor Chico César lamentou a morte do músico em uma publicação nas redes sociais. A despedida encerra a trajetória de um instrumentista associado à renovação e à expansão do forró dentro e fora do Brasil.
Fonte: G1