O Japão anunciou nesta sexta-feira (23) a criação de uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial e identificar falhas em sistemas tecnológicos, após vulnerabilidades no PHP provocarem a suspensão preventiva de sites e serviços em vários países.
As falhas, corrigidas pelos desenvolvedores do PHP na quarta-feira (21), geraram milhões de tentativas de invasão, segundo informações divulgadas no período. Empresas e órgãos públicos reforçaram a segurança ou retiraram sistemas temporariamente do ar para instalar as atualizações.
No Japão, a SoftBank suspendeu o serviço de alertas de emergência para celulares durante a manutenção. A interrupção afetou avisos antecipados de terremotos, tsunamis, desastres e evacuações para mais de 30 milhões de clientes, embora a empresa tenha informado que alertas sísmicos poderiam chegar por outros serviços.
Também interromperam temporariamente parte de seus serviços on-line empresas como a corretora Nomura, o grupo financeiro Mitsubishi UFJ, a companhia aérea ANA e a operadora ferroviária JR East. O Ministério das Finanças, a Agência Nacional de Impostos e a Agência Meteorológica do Japão também foram afetados.
O ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, afirmou à Reuters que as equipes de defesa precisam adotar a perspectiva dos invasores e usar inteligência artificial de forma proativa. A medida anunciada pelo governo pretende testar sistemas antes que vulnerabilidades sejam exploradas.
A linguagem PHP é usada no desenvolvimento de sites e aplicações. Uma vulnerabilidade pode permitir acesso indevido a sistemas, roubo de informações ou interrupção de serviços, enquanto as atualizações de segurança reduzem o risco de exploração.
Especialistas em segurança cibernética afirmam que a inteligência artificial também tem sido usada por criminosos para automatizar a busca por falhas e criar campanhas de phishing. A avaliação é que isso pode tornar ataques digitais mais rápidos, baratos e difíceis de detectar.
Fonte: g1