O governo do Japão anunciou em 23 de outubro a criação de uma equipe para simular ataques cibernéticos com inteligência artificial e identificar vulnerabilidades em sistemas, após falhas de segurança no PHP afetarem serviços digitais em vários países.
A crise levou empresas e órgãos públicos japoneses a suspender temporariamente sites e plataformas on-line para aplicar atualizações de segurança. Entre os serviços afetados estão operações da SoftBank, da corretora Nomura, do grupo financeiro Mitsubishi UFJ, da companhia aérea ANA e da operadora ferroviária JR East.
A SoftBank informou que seu sistema de alertas de emergência para celulares ficaria indisponível durante a manutenção. O serviço deixou de enviar alertas antecipados sobre terremotos, tsunamis e evacuações, embora a empresa tenha indicado que os clientes poderiam receber alertas sísmicos por outros serviços.
As falhas foram identificadas com auxílio de inteligência artificial, e os desenvolvedores do PHP divulgaram correções em 21 de outubro. A linguagem é usada na criação de sites e aplicações on-line, e suas vulnerabilidades podem ser exploradas para acessar sistemas, obter informações ou interromper serviços.
O ministro japonês da Indústria, Ryosei Akazawa, defendeu que as equipes de defesa cibernética adotem a perspectiva dos invasores e usem IA de forma preventiva. Segundo especialistas citados pela Reuters, a tecnologia também tem sido usada por criminosos para automatizar a busca por falhas e a criação de campanhas de phishing.
Fonte: g1